Belo Horizonte
Itatiaia

Arthur Lira reúne líderes para fechar acordo sobre Carf, marco fiscal e reforma tributária

Presidente da Câmara se reuniu com Haddad e prometeu 'esforço concentrado' para votação de projetos econômicos

Por
Arthur Lira se reúne neste domingo (2), para fechar acordo com líderes partidários sobre pautas econômicas
Arthur Lira se reúne neste domingo  • Geraldo Magela/Agência Senado

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), se reúne neste domingo (2) com líderes dos partidos para fechar acordo para votação de três projetos importantes da equipe econômica do Governo Lula: Carf, arcabouço fiscal e a reforma tributária. As matérias estão na pauta de votações dessa semana.

Lira fechou questão sobre o apoio aos projetos que interessam ao Ministério da Fazenda após reunir-se nesta sexta-feira (30) com o ministro Fernando Haddad (PT) e prometeu "esforço concentrado" na votação das matérias.

O presidente da Câmara tem elogiado o papel de "articulador" do petista nas matérias que envolvem a pasta. Em fevereiro, Lira disse que Haddad era uma das "figuras mais importantes do PT no diálogo com o Congresso". Na última semana, afirmou em um almoço que o petista tem tido uma "sensibilidade gigantesca" de conversar com os parlamentares.

Com alinhamento entre Executivo e Legislativo - ao menos para as pautas econômicas - a expectativa de Arthur Lira é que elas passem pela Câmara antes do recesso, que começa em 18 de julho.

Veja os projetos em pauta:

Carf

A pauta de votações da Câmara dos Deputados está trancada por conta de um projeto de lei que retoma o voto de qualidade do governo federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) - e que tramita em regime de urgência.

O órgão é a última instância para julgamento de recursos administrativos relacionados a punições da Receita Federal e o governo federal quer ter poder de decisão em caso de empate nas votações. Desde 2020, por conta de uma alteração legal, o desempate ocorre sempre em favor do contribuinte.

De acordo com a União, decisões do Carf geraram perdas de R$ 59 bilhões para os cofres públicos com decisões da Receita Federal que foram revertidas.

Arcabouço fiscal

Aprovado pela Câmara dos Deputados no final de maio, o projeto do arcabouço fiscal retorna à Casa depois de ter o texto alterado no Senado. O marco fiscal é a principal proposta do Ministério da Fazenda e estabelece o chamado "regime fiscal sustentável" - que determina que os gastos públicos sejam condicionados ao cumprimento de uma série de metas, como o aumento da arrecadação e o crescimento econômico.

A nova regra substituirá o "teto de gastos", criado em 2017 pelo governo de Michel Temer (MDB), que limitava as despesas do governo por um prazo de 20 anos.

Os senadores alteraram o texto aprovado na Câmara e incluíram três itens no texto que não seriam afetados pelas metas de resultado, ou seja, teriam recursos disponíveis independentemente do aumento de arrecadação e crescimento da economia: o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FDDF), a complementação do Fudo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e despesas com ciência, tecnologia e inovação.

Reforma tributária

Por fim, a Câmara dos Deputados deve votar, até a véspera do recesso parlamentar, ou seja, 17 de julho, o projeto da reforma tributária. O texto, que já foi apresentado pelo relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) propõe a substituição de cinco tributos (IPI, PIS, Cofins, ICMS e ISS) por outros dois: um federal (Contribuição sobre Bens e Serviços) e um que será gerido por estados e municípios (Imposto sobre Bens e Serviços).

Por

Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.