Acordo para candidatura única à presidência da ALMG acirrou a disputa por comissões
Novo presidente da Casa, Tadeuzinho (MDB), deve cumprir acordos com apoiadores de primeira ordem. Zema, que chegou a apresentar um nome concorrente, terá que abrir mão de compromissos

Com o acordo para uma candidatura única à presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a disputa pelas 23 comissões da Casa ficou ainda mais acirrada. Tanto o novo presidente, deputado Tadeu Martins Leite (MDB), quanto o Governo, terão que ceder para acomodar os compromissos prioritários. Como o governador Romeu Zema (Novo) decidiu lançar um candidato próprio ao invés de aderir à candidatura de Tadeuzinho, que se tornou a mais competitiva, quando o Executivo desistiu de seu candidato para apoiar o emedebista, já era tarde para negociar alguns espaços.
Tadeu Martins já tinha feito acordos com seus aliados de primeira ordem e o Governo teve que se adequar ao que já estava pré-estabelecido. Em função do rearranjo, os debates vão consumir todo o mês de fevereiro e os acordos devem ser selados no início de março. A princípio, a Comissão de Meio Ambiente ficará com Tito Torres, que era dissidência no PSD e apoiava Tadeuzinho, enquanto a maior parte da legenda estava com o candidato de Zema na corrida pela presidência da casa.
Quem fica onde
O deputado Arnaldo Silva (UB) deve ser confirmado na comissão mais importante da casa, a de Constituição e Justiça (CCJ), pela qual passam todos os projetos. A Administração Pública e a Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO) estão sendo disputadas pelos deputados João Magalhães (MDB) e Zé Guilherme (PP). João Magalhães, segundo os pares, já deixou clara sua preferência pela FFO. Já Zé Guilherme, pai de Marcelo Aro, que colocou seu nome à disposição para ser candidato à presidência da Casa, a vice e a primeiro secretário, segundo uma das fontes da coluna, será contemplado de alguma forma.
As Comissões de Educação, Cultura e Direitos Humanos devem ser comandadas por integrantes do bloco de oposição, liderado pelo PT.
Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.



