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99 oferece R$ 250 para motociclistas irem à audiência pública na Câmara de São Paulo

Segundo a empresa, o valor é uma “ajuda de custos” aos motociclistas que quiserem, de forma voluntária, participar da discussão sobre o serviço de transportes na capital paulista

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Mototáxi SP
Imagem ilustrativa • Divulgação

A 99 está oferecendo R$ 250 para os motociclistas que aceitarem, de forma voluntária, comparecer à audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), nesta quinta-feira (29), às 15h. O encontro, convocado pelo presidente da Casa, vereador Ricardo Teixeira (União), foi motivado após uma jovem, de 22 anos, morrer na garupa de uma moto de aplicativo no último sábado (24).

Segundo a 99, o valor se trata de uma "ajuda de custo" para os motociclistas interessados em "acompanhar a discussão sobre o serviço de motoapp". Em nota enviada para a Itatiaia, a empresa afirmou que muitos dos trabalhadores não possuem condições econômicas para "deixar de trabalhar e lutar por seus direitos".

Disputa pelo transporte de passageiros em SP

O transporte de pessoas por motos é alvo de uma disputa entre o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e as empresas de aplicativo, como a Uber e a 99.

Desde janeiro deste ano, as plataformas emplacam uma disputa judicial com a prefeitura sobre a legalidade do serviço.

As plataformas, no entanto, afirmaram que a proibição não cabia a prefeitura. Com decisão favorável na Justiça, as empresas continuaram a operar enquanto Nunes incentivava as pessoas a não usarem os aplicativos.

Na última segunda-feira (26), a Justiça de São Paulo voltou a proibir as empresas 99 e Uber de operarem o serviço de mototáxi em São Paulo. No caso de descumprimento da ordem, foi fixada uma multa de R$ 30 mil por dia.

Discussão na Câmara

Atualmente, dois projetos de lei sobre o assunto tramitam na Casa Legislativa.

  • O PL 17/2025, de autoria dos vereadores Kenji Ito (Podemos) e Lucas Pavanato (PL), defendem a regulamentação do serviço, com cadastro pessoal e intransferível dos motociclistas e dos passageiros. A empresa também iria precisar oferecer um sistema de monitoramento de velocidade e rastreamento em tempo real para acompanhar o percurso de cada veículo.
  • Já o PL 31/2025, do vereador Marcelo Messias (MDB), proíbe a liberação do serviço, argumentando que a proibição vale até que os índices de mortalidade no trânsito "atinjam as metas estabelecidas pela cidade".
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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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