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Após votação na Câmara, indicação de Pacheco ao TCU será promulgada por Alcolumbre

Nome do ex-presidente do Congresso foi aprovado nesta terça-feira (1) no Senado

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Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco • Jonas Pereira/Agência Senado

Após aprovada no senado nesta terça-feira (1), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB) para o Tribunal de Contas da União (TCU) deve ser votada na Câmara dos Deputados até esta quarta-feira (2). Na sequência, o presidente do Congresso nacional, Davi Alcolumbre (União) fará a promulgação. Pacheco vai ocupar a vaga do ministro Bruno Dantas que formalizou seu pedido de renúncia na última segunda-feira (31).

Rito

A indicação foi formalizada por meio do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 995/2026, apresentado por Alcolumbre com o apoio de senadores de diferentes partidos. O texto trata especificamente da escolha de Pacheco para o cargo de ministro do TCU e, por se tratar de uma indicação feita pelo Congresso, precisa passar pelas duas Casas antes de ser promulgado. O Senado aprovou nesta terça-feira o requerimento de urgência para acelerar a tramitação.

Senado

No plenário, Pacheco recebeu 63 votos favoráveis e quatro contrários. A votação foi nominal, mas secreta, com 67 senadores votantes. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi designado relator da matéria e apresentou parecer favorável. Depois da aprovação e da redação final, o texto foi encaminhado à Câmara para revisão.

Câmara

Na Câmara, o PDL deverá ser submetido ao plenário. Caso seja aprovada sem alterações, a matéria estará pronta para a etapa final no Congresso. Mesmo em meio às eleições, aliados de Pacheco acreditam que não haverá dificuldade de aprovação porque a matéria foi alvo de acordo entre líderes partidários. No momento, o Congresso está na semana de esforço concentrado para votações. A promulgação do decreto legislativo cabe ao presidente do Senado, que também exerce a presidência do Congresso Nacional. Neste ano, outro mineiro foi indicado para o TCU, o ex-deputado federal Odair Cunha (PT). Em 2021, o ex-senador Antônio Anastasia (PSDB) virou ministro do Tribunal.

Por enquanto, fim da saga

A escolha de Pacheco encerra, por enquanto, uma trajetória que o colocou no centro das articulações políticas de Brasília. Advogado, ele chegou à Câmara dos Deputados em 2015, eleito por Minas Gerais, e, em 2018, conquistou uma vaga no Senado. Em 2021, foi eleito presidente do Senado e do Congresso Nacional. Dois anos depois, foi reconduzido ao comando da Casa, permanecendo na presidência até fevereiro de 2025. Cotado por Lula para disputar o Governo de Minas e por Alcolumbre para uma indicação ao Supremo Tribunal Federal, Pacheco decidiu não disputar nenhum cargo eletivo.

Até a indicação ao TCU ele descartava, até que depois da reunião entre Alcolumbre e Lula, na semana passada, a indicação foi anunciada.

STF

No entanto, aliados do senador não descartam que a passagem dele pelo TCU seja breve e, posteriormente, ele seja indicado para uma vaga no STF.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast 'Abrindo o Jogo', que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

 

 

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