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8 de janeiro: STF condena a 17 anos de prisão homem que sentou na cadeira de Moraes

Fábio Alexandre de Oliveira aparece em vídeos com luvas, máscara de gás e insultando a Suprema Corte no dia dos atos

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Fábio Alexandre de Oliveira sentado na cadeira do acervo do STF.
Fábio Alexandre de Oliveira sentado na cadeira do acervo do STF. • Reprodução

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Fábio Alexandre de Oliveira a 17 anos de prisão. Ele é acusado de sentar em uma cadeira do acervo da Corte que pertencia ao ministro Alexandre de Moraes, durante os atos do dia 8 de janeiro.

Ainda de acordo com a denúncia, o celular apreendido com o réu também trouxe indícios de envolvimento em bloqueios ilegais de rodovias realizados logo após o segundo turno das eleições de 2022, nos quais Oliveira demonstrava apoio a pautas antidemocráticas.

Condenação

O julgamento de Oliviera aconteceu no plenário virtual da Primeira Turma da Corte e se encerrou nesta terça-feira (5). Nesse formato, não há debate entre os ministros, que apenas depositam os seus votos em um sistema eletrônico.

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou para condenar o homem pelos seguintes crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de cinco anos e seis meses de reclusão; 
  • Golpe de Estado, com pena de seis anos e seis meses; 
  • Dano qualificado, com pena de um ano e seis meses, além do pagamento de multa; 
  • Deterioração de patrimônio tombado, com pena de um ano e seis meses, além do pagamento de multa; 
  • Associação criminosa armada, com pena de dois anos; 

Além da pena de reclusão, Oliveira foi condenado ao pagamento de R$ 66 mil em multas e a uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos, valor a ser pago de forma solidária com os demais condenados pelos atos do 8 de janeiro.

O ministro Flávio Dino acompanhou integralmente o voto de Moraes. O ministro Cristiano Zanin votou pela condenação, no entanto, sugeriu uma pena de 15 anos.

Já o ministro Luiz Fux também votou pela condenação, mas propôs pena de 11 anos e 6 meses. A ministra Cármen Lúcia não apresentou voto no julgamento.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

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