Itatiaia

Ter um cachorro em casa pode fazer bem para o coração e para a saúde emocional

Convivência com cães pode ajudar a reduzir o estresse, estimular a atividade física e combater a solidão, mas especialistas alertam que os benefícios variam de pessoa para pessoa

Por
cachorro
Magnific

A presença de um cachorro em casa pode ir muito além da companhia. A convivência diária com cães está associada a benefícios para o bem-estar emocional e também para a saúde cardiovascular.

Uma pesquisa da American Psychiatric Association citada pela publicação aponta que 86% dos donos consideram que seus animais têm impacto positivo sobre a saúde mental. Além disso, 90% afirmam enxergar o pet como um integrante da família.

Entre os possíveis efeitos positivos está a redução do estresse e da sensação de solidão. A companhia dos cães também pode ser especialmente importante para pessoas que possuem menos relações sociais, incluindo muitos idosos. De acordo com o professor Alan Beck, da Purdue University, a presença do animal pode ajudar a enfrentar situações difíceis e diminuir o isolamento.

Passeios também beneficiam o coração

A relação com os cães pode influenciar ainda a saúde física. Brincar e passear com o animal aumenta a quantidade de atividade física realizada durante o dia, ajudando a criar uma rotina mais ativa.

Segundo a American Heart Association, citada pela Infobae, conviver com cães pode contribuir para a redução da pressão arterial, do colesterol e dos triglicerídeos. Os Centers for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos, também apontam uma relação entre esses hábitos e menor risco cardiovascular.

Para muitas pessoas, o passeio com o cachorro acaba sendo um dos poucos momentos do dia dedicados ao exercício. Além da atividade física, esses momentos podem favorecer encontros e interações com outras pessoas.

Benefícios podem aparecer em diferentes fases da vida

Crianças, estudantes e idosos também podem encontrar vantagens na convivência com cães. Pesquisas citadas pela publicação indicam que a interação com os animais pode contribuir para habilidades relacionadas à concentração, planejamento, aprendizado e socialização.

Entre crianças com TDAH, por exemplo, cães de terapia podem ajudar a reduzir algumas dificuldades relacionadas à atenção e à interação social. Em crianças com autismo, estudos apontam aumento de determinados comportamentos sociais durante a interação com os animais.

Para idosos, principalmente aqueles com menos vínculos familiares ou sociais, o cachorro pode representar uma importante fonte de companhia. Os passeios também criam oportunidades para pequenos contatos sociais que podem ajudar a diminuir o isolamento.

Especialistas fazem um alerta

Apesar dos possíveis benefícios, a relação entre ter um cachorro e apresentar melhor saúde não é uma regra. A própria reportagem destaca que algumas conclusões científicas são menos definitivas do que muitas vezes se imagina.

A professora Megan Mueller, da Cummings School of Veterinary Medicine, da Tufts University, resume a questão ao afirmar que "as evidências científicas sobre os efeitos de ter um cachorro são mais variadas do que costuma se acreditar".

A análise de pesquisas sobre a relação entre animais de estimação e depressão, por exemplo, mostrou que mais da metade dos estudos não encontrou diferenças significativas entre pessoas que tinham animais e aquelas que não tinham.

Por isso, os benefícios não devem ser atribuídos simplesmente à presença de um cachorro dentro de casa. A qualidade da relação, o tempo dedicado ao animal e a compatibilidade entre o cão e a rotina da família também são considerados importantes.

Escolha do cachorro deve considerar a rotina

Os estudos reforçam que o perfil do animal precisa combinar com o estilo de vida de quem vai cuidar dele. Uma pessoa bastante ativa pode se adaptar melhor a um cachorro com maior necessidade de exercícios, enquanto alguém que prefere uma rotina mais tranquila pode ter maior afinidade com um animal menos exigente.

Também é importante levar em conta o tempo disponível, os custos e as necessidades de todos os moradores da casa. A convivência tende a ser mais positiva quando existe dedicação e participação ativa nos cuidados e nas atividades com o cachorro.

Por

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

Belo Horizonte