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Presença de animais silvestres em áreas urbanas pode aumentar no frio; saiba o que fazer

Saruês (gambás), gaviões, corujas e micos são alguns dos visitantes mais comuns nessa época do ano

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O forro de telhados, porões, garagens e motores de carros oferecem o isolamento térmico e o refúgio que muitas espécies precisam para se proteger do vento e das madrugadas geladas • Divulgação

Com a chegada das frentes frias, moradores de centros urbanos em várias regiões do Brasil costumam notar um fenômeno curioso: o aumento no aparecimento de animais silvestres em quintais, praças e até dentro de residências. Saruês (gambás), gaviões, corujas e micos são alguns dos visitantes mais comuns nessa época do ano.

Mas por que o inverno atrai esses animais para as cidades? Por que os animais silvestres aparecem mais no inverno? Entenda as causas e saiba como agir com segurança.

O aumento de animais silvestres nas cidades durante os meses mais frios não é coincidência, mas sim uma estratégia de sobrevivência relacionada à escassez de recursos na natureza, pois o inverno coincide com o período de estiagem na maior parte do país. Com a seca, a oferta de frutos, insetos e pequenos roedores nas matas diminui drasticamente, forçando os animais a expandirem seu território em busca de comida.

Além disso, o forro de telhados, porões, garagens e motores de carros oferecem o isolamento térmico e o refúgio que muitas espécies precisam para se proteger do vento e das madrugadas geladas.

"A fragmentação das matas nativas faz com que as áreas urbanas fiquem muito próximas do habitat natural desses animais. No frio, as cidades viram uma espécie de 'oásis' onde eles encontram restos de comida e abrigos mais quentes que a floresta seca", explica o biólogo e especialista em ecologia urbana, Carlos Alberto Santos.

Encontrar esses animais pode assustar, mas o manejo incorreto representa riscos tanto para o cidadão quanto para a fauna. A recomendação dos órgãos ambientais é manter a calma e seguir o protocolo de segurança.

"A regra de ouro é nunca tentar capturar, acuar ou tocar no animal. Na maioria das vezes, eles estão apenas de passagem ou descansando e vão embora sozinhos assim que se sentirem seguros", orienta a Polícia Militar Ambiental em portal oficial.

A Itatiaia listou algumas dicas de prevenção e segurança:

Não alimente


Oferecer comida incentiva o animal a permanecer no local e a perder o medo natural dos humanos, o que aumenta o risco de acidentes.

Mantenha lixeiras fechadas


O cheiro de restos de alimentos atrai principalmente os saruês e os micos.

Atenção aos pets


Mantenha cães e gatos recolhidos se notar a presença de uma ave de rapina ou mamífero silvestre para evitar ataques e transmissão de doenças.

Se o animal estiver visivelmente ferido, debilitado, preso em algum cômodo ou se oferecer risco iminente, o correto é acionar as autoridades competentes. As denúncias e pedidos de resgate devem ser feitos ao Corpo de Bombeiros (193) ou à Polícia Militar Ambiental (190).

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.