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Itatiaia

Plantas naturais de aquários plantados contribuem para equilibrar o pequeno ecossistema

Custo inicial, rotina de manutenção e benefícios para os peixes é o que deve definir escolhas de aquaristas iniciantes

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Processo envolve escolha cuidadosa de espécies, tanque espaçoso, inserção estratégica e monitoramento contínuo
A escolha das espécies deve levar em conta o crescimento delas e o comportamento social • Freepik

Um debate sempre presente entre aquaristas iniciantes é se vale a pena investir em um aquário plantado ou o aquário comum, qual é mais simples e barato? A resposta passa por avaliar o custo inicial, a rotina de manutenção e benefícios biológicos para os peixes. Embora o aquário plantado exija mais planejamento no começo, especialistas apontam que ele pode oferecer mais estabilidade ao sistema ao longo do tempo e servir como um “filtro natural”.

O aquário comum, geralmente decorado apenas com cascalho inerte, rochas e enfeites artificiais, depende quase exclusivamente de filtragem mecânica e biológica para manter a qualidade da água. Já o aquário plantado incorpora plantas naturais, que participam ativamente do equilíbrio do ambiente aquático.

Segundo o centro de pesquisa Embrapa Pesca e Aquicultura, plantas aquáticas absorvem compostos nitrogenados dissolvidos na água, como amônia e nitrato, o que ajuda a reduzir substâncias tóxicas produzidas a partir dos resíduos dos peixes. Esse processo está diretamente ligado ao ciclo do nitrogênio, base da estabilidade em aquários e sistemas aquícolas.

O custo inicial do aquário plantado tende a ser mais alto, mas a manutenção pode se tornar mais previsível quando o sistema está equilibrado, destaca a Revista Aquarismo, publicação brasileira especializada. “Plantas bem cuidadas auxiliam no controle de algas e na estabilidade química da água”, aponta publicação em guia sobre aquapaisagismo.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também ressalta, em materiais sobre manutenção de organismos aquáticos ornamentais, que ambientes mais próximos do natural tendem a reduzir o estresse dos animais. Esse fator impacta diretamente a saúde e a longevidade dos peixes.

Na prática, as diferenças entre os dois modelos ficam claras na rotina do aquarista. A Itatiaia resumiu os principais pontos:

  • Aquário comum: custo inicial mais baixo, manutenção focada em trocas parciais de água, limpeza do filtro e controle de algas, com pouca intervenção diária
  • Aquário plantado: investimento maior em substrato fértil, iluminação e fertilização líquida; manutenção inclui podas regulares, reposição de nutrientes e monitoramento do crescimento das plantas
  • Fertilização líquida: necessária em aquários plantados para repor micronutrientes consumidos pelas plantas, conforme orientam guias técnicos da AquaA3, empresa brasileira especializada em aquarismo
  • Podas: evitam que plantas cresçam de forma desordenada e ajudam a manter a circulação de água e a entrada de luz
  • Filtro natural: plantas consomem nitratos e competem com algas, contribuindo para água mais estável e saudável para os peixes
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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.