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ONGs e protetores lançam carta para pressionar candidatos sobre políticas de proteção animal nas eleições

Mais de 20 organizações da sociedade civil pretendem pressionar pré-candidatos nas eleições de 2026 a assumir metas públicas de proteção animal

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Com cartazes, manifestantes protestam pedindo justiça pelo Cão Orelha
Entre os pontos elencados no documento estão a implementação de programas permanentes de castração gratuita e o combate a maus-tratos • Imagens cedidas à Itatiaia

Um coletivo formado por mais de 20 organizações da sociedade civil vai lançar, no próximo dia 10 de março, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), uma carta-compromisso para pressionar pré-candidatos nas eleições de 2026 a assumirem compromissos claros com o bem-estar dos animais e metas públicas de proteção animal.

Na carta, o coletivo estabelece diretrizes para o ciclo de 2027 a 2030 e prevê a divulgação dos nomes dos signatários.

Entre os pontos elencados no documento estão a implementação de programas permanentes de castração gratuita, a criação ou ampliação de hospitais e unidades básicas de saúde animal (UBSs Veterinárias), o fortalecimento de delegacias especializadas contra maus-tratos, o combate a maus-tratos e ao tráfico de fauna e incentivo a métodos científicos que substituam o uso de animais na indústria, principalmente a farmacêutica e de cosméticos.

De acordo com o coletivo, a meta é "qualificar o debate eleitoral" e criar parâmetros objetivos para que o eleitor saiba quem são os pré-candidatos que assumiram compromissos formais com a agenda .

Além da coleta presencial, será disponibilizado um formulário online para adesão, em um site que será divulgado no lançamento do documento.

A expectativa é que, ao assinar o compromisso, os candidatos fiquem vinculados a um plano de metas que poderá ser cobrado pela população e pelo Ministério Público durante o mandato.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.