A ciência acaba de validar o que muitos tutores sentem: a
De acordo com a pesquisa, realizada com adultos no Reino Unido, cerca de 20% dos entrevistados, ou um em cada cinco, afirmam que a morte de seu animal foi mais angustiante e difícil de processar do que o falecimento de um ente querido humano.
O estudo não apenas quantifica a dor, mas acende um alerta para a saúde mental dos tutores.
A investigação identificou taxas significativas de Transtorno de Luto Prolongado (TLP) entre os tutores, uma condição em que a tristeza não diminui com o tempo e impede a retomada da vida normal. Segundo o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o reconhecimento desses sintomas é muito importante.
“O luto pelo pet não é uma ‘tristeza passageira'; para muitos, é uma ruptura profunda na estrutura de apoio emocional”, destaca a entidade.
A intensidade dessa angústia, segundo os pesquisadores da Plos One, está ligada à
Para o psicólogo Leo Fraiman, a rotina é o agravante invisível. “A morte de um animal altera cada pequeno hábito do dia, do café da manhã ao descanso noturno. Essa onipresença do pet faz com que sua ausência seja sentida como uma amputação emocional”, explica o especialista.
Além disso, a Academia Brasileira de Clínicos de Felinos (ABFEL) reforça que a falta de rituais sociais de despedida pode agravar os sintomas de luto prolongado, já que o tutor se sente isolado em sua dor.
Para lidar com essa fase crítica, é recomendado reconhecer a gravidade, ter atenção aos sintomas, como dificuldade insistente e persistente de aceitar a morte, amargura extrema ou sentir que a vida perdeu o sentido após meses da perda são sinais de Luto Prolongado e exigem ajuda profissional.
Fraiman recomenda, ainda, a procura por grupos ou comunidades que entendam o valor do vínculo animal-humano para combater o isolamento social citado no estudo.
De acordo com as conclusões da Plos One, o luto pet deve ser tratado com a mesma seriedade e respeito que qualquer outra perda familiar.