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Março Amarelo alerta tutores sobre doenças renais em pets

Campanha chama atenção para prevenção e diagnóstico precoce em cães e gatos

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A bancária Jacqueline Bianca de Almeida com sua gatinha Nina • Arquivo pessoal

Assim como os humanos, cães e gatos também podem sofrer de doenças renais, muitas vezes silenciosas e diagnosticadas apenas em estágios avançados.

Para conscientizar os tutores sobre a importância da prevenção e do acompanhamento veterinário, o Março Amarelo destaca a saúde renal dos pets e incentiva cuidados preventivos que podem garantir uma vida mais longa e saudável aos animais.

A doença renal crônica é uma das condições mais comuns em felinos idosos, atingindo entre 10% e 30% dos gatos acima de 10 anos, especialmente em raças como o Persa e o Maine Coon.

Jully não é uma gatinha, mas ganhou várias vidas depois que chegou na família da química Vanessa Cristina Morales. A tutora anterior da cachorrinha, já idosa, levou-a para ser eutanasiada ao notar o aparecimento de tumores de mama.

Vanessa disse que a adotaria então, fez o tratamento do câncer e Jully viveu sete anos após isso.

“Ao fazermos o check up solicitado pelo oncologista descobrimos um tumor no pulmão e a doença renal. Foi assim que conheci a Dra. Lilian e descobri a existência e a importância das especialidades veterinárias”, conta Vanessa. Com a terapia renal adequada, Jully ganhou mais dois anos de vida e com muita qualidade.

Sinais de alerta e diagnóstico precoce

Os tutores devem ficar atentos a sintomas como:

  • aumento da sede e da produção de urina,
  • perda de peso,
  • falta de apetite,
  • vômitos,
  • letargia,
  • desidratação e
  • hálito com odor de amônia.

"Caso o tutor perceba qualquer alteração no comportamento do animal, é fundamental buscar um veterinário", alerta Lilian.

O diagnóstico da doença renal é feito por meio de exames laboratoriais, como a dosagem de creatinina e ureia no sangue, exames de urina e ultrassonografia. Por isso, exames de rotina são essenciais, especialmente para animais idosos ou de raças predispostas.

Tratamento e qualidade de vida

Embora a insuficiência renal crônica não tenha cura, é possível controlá-la e proporcionar qualidade de vida ao pet.

"Com o tratamento adequado, incluindo medicamentos, fluidoterapia, controle da pressão arterial e dietas específicas, os animais podem viver muitos anos com conforto e bem-estar", explica a veterinária.

A doutora Lilian frisa que a alimentação tem papel crucial na prevenção e no controle da doença. Existem rações veterinárias formuladas especialmente para pets com insuficiência renal, que ajudam a reduzir a carga sobre os rins e a retardar a progressão da doença.

A bancária Jacqueline Bianca de Almeida leva a gatinha Nina, de 22 anos, para ser cuidada no HVT há 15 meses. Com a colocação de sonda esofágica e soro subcutâneo para hidratação, Nina ganhou muito em qualidade do bem-estar.

“A terapia prolongou a sua expectativa de vida, trouxe conforto na alimentação e ela voltou até a ronronar. Isso foi a prova de que os procedimentos deram muito resultado”, alegra-se a tutora.

Acompanhamento veterinário faz toda a diferença

O acompanhamento com um especialista em nefrologia veterinária é essencial para monitorar a doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

"A doença renal crônica não é uma sentença de morte para o pet. Com o diagnóstico precoce e um plano de tratamento bem estruturado, é possível estabilizar a doença e garantir que o animal viva com qualidade ao lado da sua família", reforça Lilian.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.