Especialista faz alerta sobre erro comum ao escolher uma raça de cachorro
Antes de levar um cão para casa, é fundamental avaliar o estilo de vida, o espaço disponível e o tempo para cuidar do animal

Escolher um cachorro para fazer parte da família vai muito além de se encantar pela aparência ou seguir uma tendência das redes sociais. Segundo especialistas em comportamento animal, a decisão precisa considerar fatores como o espaço da casa, a rotina dos moradores, a experiência com cães e o tempo disponível para oferecer os cuidados necessários.
Com mais de duas décadas de experiência no treinamento de cães, incluindo animais utilizados por forças policiais, o adestrador americano Garret Wing alerta que muitas pessoas acabam enfrentando dificuldades porque escolhem uma raça sem analisar se ela realmente combina com o estilo de vida da família.
De acordo com o especialista, quando a decisão é guiada apenas pela beleza do animal, aumentam as chances de surgirem problemas de comportamento, dificuldades de adaptação e desafios na convivência diária.
Compatibilidade
Antes de escolher um cachorro, é importante entender que cada raça possui características próprias. Algumas são mais tranquilas, enquanto outras precisam de muito exercício físico, estímulos constantes e treinamento frequente.
Wing destaca que o temperamento do cão deve estar alinhado com a rotina da família. Casas pequenas, pouco tempo disponível ou falta de experiência podem tornar a convivência mais difícil, especialmente com animais de grande porte ou de personalidade mais independente.
Além disso, cães que não recebem socialização adequada e orientação desde cedo podem desenvolver comportamentos indesejados, gerando estresse tanto para os tutores quanto para o próprio animal.
Raças que exigem donos experientes
O especialista ressalta que algumas raças não são indicadas para a maioria das famílias, principalmente para quem terá o primeiro cachorro.
Entre elas está o mastim tibetano, conhecido pelo forte instinto de proteção, grande porte e comportamento territorial. Segundo Wing, esse cão necessita de um tutor experiente e de uma educação consistente para evitar dificuldades no manejo.
Outra raça citada é o dogue alemão. Apesar da fama de dócil e carinhoso, seu tamanho exige adaptações importantes dentro de casa, além de força física e estrutura para lidar com as necessidades do animal no dia a dia.
Já o cane corso também aparece entre as raças que requerem atenção especial. Criado originalmente para proteção e caça, o cão possui grande força física e comportamento territorial, características que exigem treinamento contínuo e um tutor preparado para conduzir sua educação.
Escolha deve priorizar o bem-estar do animal e da família
O especialista reforça que essas raças não são consideradas perigosas por natureza. O ponto principal é que elas demandam mais conhecimento, dedicação e preparo do que muitas pessoas imaginam.
Por isso, antes de adotar ou comprar um cachorro, vale analisar cuidadosamente o ambiente onde ele viverá, a rotina da casa, o tempo disponível para passeios, atividades e treinamento, além da experiência da família com cães.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



