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De gripe a dores articulares: conheça as principais doenças de inverno em cães e gatos

A queda brusca nos termômetros dispara o alerta para surtos respiratórios e agrava o sofrimento de pets idosos com problemas de mobilidade

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Cachorro fofo de pelos branco e marrom com uma roupinha de frio na cor preta, deitado no sofá
O tratamento tardio frequentemente resulta em pneumonias fulminantes, colocando em risco, principalmente, a vida de filhotes e animais idosos • Freepik

Assim como acontece com os humanos, o sistema imunológico dos animais de estimação fica mais vulnerável diante das baixas temperaturas. Os dois maiores vilões dessa época do ano são as infecções respiratórias, altamente contagiosas, e o agravamento silencioso das dores articulares crônicas.

Ignorar os sinais físicos que os pets demonstram no frio pode transformar um simples desconforto em um quadro grave que exige internação prolongada. A prevenção veterinária e a adaptação imediata da rotina dentro de casa são as ferramentas mais seguras para barrar o avanço dessas doenças.

Viroses respiratórias: o perigo das gripes e pneumonias

O principal perigo do inverno para a saúde pública veterinária está na facilidade com que os vírus e bactérias se espalham, já que animais e tutores tendem a ficar confinados em ambientes fechados. A "tosse dos canis" em cachorros e o Complexo Respiratório Felino (a popular gripe do gato) são as infecções líderes de contágio nesta época.

Essas viroses causam espirros, tosse seca crônica, secreção nasal e, em casos mais severos, perda de apetite e desidratação. O tratamento tardio frequentemente resulta em pneumonias fulminantes, colocando em risco, principalmente, a vida de filhotes e animais idosos.

Dores articulares: por que o frio faz o seu pet mancar?

Enquanto as doenças respiratórias chamam a atenção pelos espirros altos, a dor articular é uma condição silenciosa que castiga cães e gatos de meia-idade e idosos. Animais diagnosticados com osteoartrose, bico de papagaio ou problemas crônicos de coluna sofrem intensamente quando os termômetros despencam.

A explicação para essa dor aguda é puramente fisiológica. Nos dias gelados, o corpo do animal contrai a musculatura e diminui a espessura dos vasos sanguíneos para tentar reter calor nos órgãos vitais. Essa contração constante aumenta a rigidez das articulações lesionadas, dificultando movimentos simples, como levantar da cama ou subir no sofá.

As cartilhas de cuidados geriátricos apoiadas pelos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMV) alertam os tutores para os sinais indiretos de dor. O animal com desconforto articular no inverno costuma apresentar apatia, tremores sutis, lambedura excessiva nas patas (tentando aliviar a dor local) e irritabilidade ao ser tocado na região lombar ou no quadril.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.