Comum em cães, giardíase também pode afetar gatos; conheça sinais de alerta
Nos gatos, a giardíase pode apresentar sinais digestivos semelhantes aos observados em cães, embora alguns pets permaneçam assintomáticos por longos períodos

A giardíase é uma doença parasitária frequentemente associada aos cães, mas também pode afetar gatos. A infecção é causada pelo protozoário Giardia duodenalis, que se instala no intestino dos animais e pode provocar alterações digestivas, perda de peso e mal-estar geral.
Nos gatos, a giardíase pode apresentar sinais digestivos semelhantes aos observados em cães, embora alguns animais permaneçam assintomáticos por longos períodos. Quando os sintomas aparecem, costumam estar relacionados ao funcionamento do trato intestinal.
A transmissão ocorre principalmente quando o animal ingere cistos do parasita presentes em água, alimentos ou superfícies contaminadas. Ambientes com higiene inadequada ou com grande circulação de animais podem favorecer a disseminação da doença.
De acordo com especialistas da área veterinária, a giardíase pode se espalhar facilmente no ambiente. “Esses cistos podem ser evacuados nas fezes dos pets infectados e sobreviver no meio ambiente por longos períodos”, explica Marília Scauri Costa, gerente de produtos da Pearson Saúde Animal.
A Itatiaia listou os sinais mais comuns:
- diarreia aquosa ou com odor forte
- fezes gordurosas ou alteradas
- desconforto abdominal e gases
- perda de peso
- letargia ou falta de apetite
De acordo com Rodrigo Leite Soares, médico-veterinário e sócio-diretor da empresa Labmol Vet, a intensidade dos sintomas pode variar bastante entre os animais. Filhotes, animais imunossuprimidos ou gatos que vivem em ambientes com muitos outros animais tendem a ser mais suscetíveis à infecção.
“A giardíase pode causar uma série de sintomas, cuja gravidade varia de acordo com a idade, o estado imunológico e o nível de estresse do animal”, diz.
Como ocorre a transmissão entre gatos
A contaminação geralmente acontece quando o gato entra em contato com cistos do parasita presentes no ambiente. Isso pode ocorrer ao beber água contaminada, ingerir alimentos expostos ou até durante a própria rotina de higiene.
Ainda de acordo com Soares, a transmissão também pode ocorrer pela ingestão de cistos presentes no próprio pelo do animal ou em objetos contaminados. Caixas de areia, tigelas de comida e ambientes compartilhados são pontos comuns de disseminação.
Além disso, o parasita pode aderir à pelagem do gato e ser transportado para diferentes locais. Por esse motivo, a limpeza do ambiente e a higiene dos utensílios são medidas importantes para reduzir o risco de reinfecção.
Diagnóstico e prevenção dependem de acompanhamento veterinário
A confirmação da giardíase costuma ser feita por exames de fezes, que identificam os cistos do protozoário no organismo do animal. O tratamento inclui medicamentos antiparasitários prescritos pelo profissional e cuidados com a higiene do ambiente para evitar novas infecções.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



