Muitos tutores se perguntam como perceber se um gato está com vermes mesmo sem exames laboratoriais.
Embora o diagnóstico definitivo só possa ser feito por um médico-veterinário, há sinais clínicos que servem como indicativos e ajudam a antecipar cuidados.
As verminoses em felinos são comuns e podem afetar tanto animais domésticos quanto os que têm acesso à rua, sendo mais frequentes entre os filhotes.
Entre os parasitas mais comuns estão as lombrigas, tênias e ancilostomídeos. De acordo com o Ministério da Agricultura (MAPA), esses vermes podem causar transtornos variados, desde sintomas leves até casos mais graves de anemia, desnutrição e risco de morte, especialmente quando não tratados adequadamente.
Para a médica-veterinária Mariana Ferreira, do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), a observação diária é uma ferramenta essencial na rotina de cuidados.
“Alterações no comportamento, na pelagem ou no apetite são os primeiros sinais de que algo não vai bem. Nos casos de verminoses, o tutor deve ficar atento principalmente à perda de peso e à presença de parasitas visíveis nas fezes”, afirmou em nota publicada pelo CFMV.
Sinais comuns de verminose em gatos
Mesmo sem exames, alguns sintomas podem indicar a presença de vermes no organismo felino. Confira os principais:
- Diarreia e vômitos recorrentes, muitas vezes com presença de vermes visíveis, como pequenas lombrigas;
- Barriga inchada, especialmente em filhotes;
- Fezes com sangue ou muco, geralmente associadas a vermes intestinais como os ancilostomídeos;
- Coceira e lambedura excessiva na região anal, causadas pela movimentação de segmentos de tênias;
- Pelagem opaca e com queda acentuada, reflexo da má absorção de nutrientes;
- Letargia, cansaço ou menor disposição para brincar, comum em quadros de anemia provocada por parasitas hematófagos;
- Presença de grãos brancos nas fezes ou ao redor do ânus, semelhantes a arroz, típicos das tênias.
Cuidados preventivos e tratamento
O tratamento de verminoses em gatos exige acompanhamento veterinário e uso de vermífugos apropriados, com doses ajustadas de acordo com o peso e a idade do animal.
Além do tratamento, a prevenção deve ser contínua. Segundo a Associação Brasileira de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (ABCVet), os tutores devem manter o ambiente limpo, controlar pulgas (que são vetores de algumas tênias) e realizar a vermifugação regularmente, conforme orientação profissional.
A médica-veterinária Renata da Silveira, em entrevista à revista da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária (SBMV), ressalta: “Muitos tutores acreditam que vermes só afetam animais de rua, mas gatos que vivem em casa também podem se contaminar, principalmente se convivem com outros animais ou têm acesso a calçados e objetos que vêm da rua”.
A vermifugação periódica, aliada à higiene do ambiente e ao controle de vetores como pulgas, é a principal aliada para manter a saúde dos gatos em dia.