Entenda por que os gatos conquistaram a geração Z e os millennials no Brasil
Tutores encontraram no felino o equilíbrio perfeito entre afeto, custo de vida e a dinâmica das metrópoles

O cenário das casas brasileiras está mudando. Segundo o Censo Pet do Instituto Pet Brasil (IPB), o número de gatos nos lares do país cresce em um ritmo muito superior ao de cães, com uma alta que chegou a ultrapassar os 6% ao ano. Esse movimento é liderado por jovens das gerações Z e Millennial, que encontraram no felino o equilíbrio perfeito entre afeto, custo de vida e a dinâmica das metrópoles.
A adaptação dos gatos aos apartamentos compactos das capitais é o principal motor dessa transformação. Enquanto o mercado imobiliário brasileiro foca em unidades cada vez menores, o gato se destaca por ser um animal "vertical".
Para uma geração que lida com a instabilidade financeira e o aumento do custo de vida, o gato oferece a experiência da "parentalidade pet" sem comprometer o orçamento de forma tão drástica quanto um animal que exige gastos fixos com passeadores ou creches.
A relação com o trabalho também mudou. Com a consolidação do home office e do modelo híbrido, o gato se tornou o companheiro de rotina mais adaptável. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o comportamento felino, embora afetuoso, respeita mais facilmente os períodos de silêncio e foco do tutor.
Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.



