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Como ajudar o cachorro a se ‘preparar’ para frequentar uma creche ou hotelzinho

A transição da casa para um ambiente com novos cheiros, pessoas e outros animais pode ser estressante se não for feita de forma gradual

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Adorable duck tolling retriever dog with his pink tongue hanging out in the summer.
Especialistas em comportamento animal alertam que o bem-estar emocional é tão importante quanto a saúde física

Com a rotina agitada dos tutores, as creches e hotéis para cães viraram as principais soluções para garantir que os animais não fiquem sozinhos e tenham os estímulos que precisam. Mas a transição da casa para um ambiente com novos cheiros, pessoas e outros animais pode ser estressante se não for feita de forma gradual.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), o enriquecimento ambiental e a socialização são benéficos, mas a introdução deve respeitar o temperamento individual de cada pet para evitar quadros de ansiedade ou agressividade por medo.

O sucesso da adaptação começa com uma avaliação criteriosa do estabelecimento e do próprio animal. Segundo o médico veterinário e especialista em comportamento animal, Alexandre Rossi, a socialização forçada é um erro comum que pode gerar traumas.

"O ambiente deve ter profissionais capacitados para ler a linguagem corporal dos cães e intervir antes que qualquer interação se torne um conflito", diz Rossi. O objetivo é que o pet entenda o local como uma extensão segura do seu lar.

Para os hotéis, o protocolo é ainda mais específico. De acordo com os manuais de boas práticas de hospedagem pet, é essencial que o animal já tenha frequentado a creche antes de passar a primeira noite. Essa familiaridade reduz a "ansiedade de separação", pois o cão já sabe que o tutor voltará para buscá-lo.

Além disso, a saúde do pet deve estar em dia, estabelecimentos sérios exigem protocolos vacinais completos (como V10, raiva, gripe e giárdia) e controle rigoroso de ectoparasitas para garantir a segurança coletiva.

É claro que nem todo cão se adapta ao modelo de creche coletiva. Segundo as diretrizes de posse responsável, animais muito idosos, com dores crônicas ou extremamente antissociais podem preferir o serviço de um pet sitter em domicílio.

O respeito aos limites do seu pet é o que garante que o tempo longe de casa seja um momento de diversão, e não de sofrimento.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.

 

 

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