Cachorro ou gato engasgando: veja os sinais de alerta e por que agir rápido é fundamental
Objetos pequenos, alimentos e brinquedos podem causar obstrução das vias respiratórias em cães e gatos; reconhecer os sinais e buscar atendimento veterinário rapidamente pode fazer a diferença

Uma brincadeira, um alimento ou até um pequeno objeto podem se transformar em uma emergência para cães e gatos. Quando um animal se engasga, a obstrução das vias respiratórias pode evoluir rapidamente e colocar a vida do pet em risco.
Segundo a veterinária Christine Rutter, professora associada clínica do 'Texas A&M College of Veterinary Medicine and Biomedical Sciences', um episódio de asfixia pode ser confundido com tosse, engasgos, espirro reverso ou regurgitação.
A profissional detalha, ao site argentino Infobae, que, entre os sinais que merecem atenção estão agitação, dificuldade evidente para respirar, ruídos respiratórios diferentes do normal, tentativa de retirar algo da boca com as patas e alteração azulada nas mucosas. Em casos de obstrução completa, a ausência de qualquer som ao respirar também pode ser um sinal grave.
O que pode causar o engasgo em cães e gatos?
Brinquedos pequenos, petiscos duros, pedaços de ossos e alimentos estão entre os principais riscos. Por isso, veterinários recomendam supervisão durante as refeições e brincadeiras, além de cuidado na escolha dos objetos e alimentos oferecidos aos animais.
O que fazer em uma emergência
A recomendação é manter a calma e procurar atendimento veterinário com urgência. Se o animal permitir, é possível verificar cuidadosamente a boca e retirar apenas um objeto que esteja claramente visível, evitando colocar a mão profundamente na garganta.
A American Veterinary Medical Association (AVMA) alerta que o animal assustado pode morder involuntariamente durante uma tentativa de socorro. Rutter reforça o cuidado: "Os tutores devem ter muito cuidado se tentam introduzir a mão na garganta de qualquer animal de estimação".
O material também destaca que algumas técnicas de primeiros socorros são específicas para determinados animais e tamanhos. A técnica conhecida como J-Stroke, por exemplo, é indicada no conteúdo para cães médios ou grandes, mas não para gatos ou cães pequenos.
Em situações graves, especialmente quando o animal perde a consciência ou entra em colapso, a orientação é buscar atendimento veterinário imediatamente. A RCP veterinária exige treinamento adequado, e uma execução incorreta pode reduzir as chances de sucesso.
Também não se deve oferecer água ou comida a um animal que esteja sofrendo uma obstrução das vias respiratórias, devido ao risco de aspiração e complicações pulmonares.
Para Rutter, diante de uma possível emergência, é melhor procurar ajuda profissional mesmo que o caso não seja confirmado. "É melhor correr ao veterinário por uma falsa alarma que enfrentar uma crise em casa", concluiu a especialista.
A prevenção também é importante. Manter objetos pequenos fora do alcance, supervisionar as refeições e brincadeiras e conhecer previamente os serviços veterinários de emergência da região são medidas que podem ajudar em uma situação inesperada.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



