Itatiaia

Veterinário mineiro viraliza ao mostrar rotina com animais silvestres e exóticos

Vídeo detalhando uma cirurgia em um peixe acumulou mais de 175 mil curtidas somente em uma rede social; entenda o procedimento

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Vídeo mostra todo o processo • Imagens cedidas à Itatiaia

Ultrassom em papagaio, atendimento de galinhas e aranhas de estimação e sondagem alimentar em jiboias podem parecer procedimentos incomuns e curiosos, mas, para Thiago Freitas, são parte da rotina de trabalho.

Veterinário especializado em animais silvestres e exóticos, Thiago chega a passar até 12 horas por dia na Clínica ProPet, em Betim, na Grande BH. Na clínica, recebe pacientes de variados tipos, como lesmas, gambás, quatis e sapos, além de cobras, como cascaveis, jararacas e surucucus-pico-de-jaca, considerada a maior serpente peçonhenta das Américas.

Entre os diversos casos tratados pelo médico, um deles ganhou destaque nas redes sociais: uma cirurgia em um peixe, que acabou viralizando pela particularidade do procedimento.

Cirurgia pioneira em peixe viraliza

O vídeo, que acumula mais de 175 mil curtidas somente no Instagram, mostra todo o processo: pesagem, raio-x, ultrassom, medicação, cirurgia e pós-cirúrgico, e estimulou a curiosidade dos internautas.

O maior desafio, conta o especialista em entrevista à Itatiaia, é manter o peixe fora d'água. “O peixe possui um muco protetor natural em suas escamas que resseca fora da água, é necessário sempre durante a cirurgia avaliar e hidratar, além disso a musculatura é muito fácil de rasgar o que dificulta muito as suturas.”, explicou Freitas.

O procedimento que viralizou nas redes foi a retirada de uma massa tumoral ovariana, que causava grande aumento abdominal no animal. Ao final da cirurgia, os médicos haviam removido cerca de 12% do peso total do peixe em um procedimento de alta complexidade. 

Após sedar o paciente ainda submerso, os médicos realizam um tipo de “entubação” com água corrente rica em oxigênio para manter a respiração do animal. 

Animais silvestres e exóticos: qual a diferença? 

Segundo Thiago, apesar de muitas pessoas acreditarem que os termos são sinônimos, “animais exóticos” e “animais silvestres” têm significados distintos. A principal diferença estaria na origem geográfica: enquanto os animais silvestres são originários do país, os animais exóticos são trazidos de outras partes do mundo. 

Pets inusitados

A maior parte dos animais atendidos por Thiago são pets. Segundo o veterinário, a procura por animais silvestres e exóticos como companhia tem crescido, acompanhando também a expansão de criatórios legalizados de aves, répteis, mamíferos, anfíbios e até tarântulas no Brasil.

Entre os pacientes mais comuns no consultório, as calopsitas aparecem disparadas em primeiro lugar. Para Thiago, a espécie se tornou uma verdadeira “febre nacional” por ser brincalhona, astuta e apresentar grande capacidade de interação com os humanos.

Outra espécie que tem ganhado espaço como animal de estimação são as galinhas. Segundo o veterinário, animais que antes eram mantidos principalmente para a produção de ovos e carne passaram a ocupar um lugar diferente dentro das casas. “Hoje possuem nome, dormem dentro de casa e são criadas com muito amor e carinho”, conta o veterinário.

Quem pretende comprar ou adotar um animal silvestre ou exótico precisa considerar se o animal é legalizado e se há espaço e infraestrutura adequados para mantê-lo. Além disso, é necessário avaliar os gastos mensais e futuros, reservar dinheiro para possíveis emergências e, principalmente, ter tempo e disposição para cuidar de um animal que será completamente dependente do tutor.

Além dos animais mantidos como pets, Thiago também atende animais selvagens, como gaviões, serpentes do mato e gambás; o trabalho ainda inclui atendimento a criatórios comerciais e hotéis-fazenda. 

Por, Estagiária

Sophia Silvério é estagiária de Digital na Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Anteriormente, estagiou na Codemge, atuando principalmente na gestão de redes sociais e na cobertura de eventos. Ao longo da graduação, também participou de projetos voltados ao estudo da desinformação, ao empreendedorismo social e à divulgação científica.

 

 

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