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Brasil tem quase 800 espécies de animais ameaçadas de extinção; lista cresceu

Atualização da lista oficial mostra aumento no número de animais em risco no país e reforça a necessidade de ações de conservação

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O número de animais ameaçados de extinção no Brasil aumentou e chegou a quase 800 espécies e subespécies. A nova lista nacional, publicada recentemente, reúne 790 táxons da fauna brasileira que estão em alguma categoria de ameaça.

O dado foi destacado pelo Jornal Nacional, que mostrou exemplos de animais que enfrentam diferentes níveis de risco, da tartaruga ao mutum. A atualização revela um cenário de atenção para a conservação da biodiversidade brasileira.

A relação anterior, publicada em 2022, reunia 764 espécies e subespécies de animais ameaçados. Com a atualização, o número passou para 790, um aumento líquido de 26 táxons. A nova relação foi instituída pela Portaria do Ministério do Meio Ambiente (MMA) nº 1.704/2026.

Entre os animais que aparecem na lista de espécies ameaçadas estão representantes de diferentes grupos da fauna brasileira. A relação inclui, por exemplo, a tartaruga-de-pente, o mutum-de-bico-vermelho, o mico-leão-da-cara-preta, o tatu-bola, a arara-azul-de-lear e o peixe-boi-marinho. Esses animais enfrentam diferentes níveis de ameaça e vivem em ambientes que sofrem com problemas como perda e fragmentação de habitat, caça, captura, poluição e outras pressões provocadas pelas atividades humanas.

Brasil tem uma das maiores biodiversidades do planeta

O tamanho da lista chama atenção especialmente porque o Brasil abriga uma das maiores diversidades de animais e plantas do mundo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 125 mil espécies de animais são conhecidas atualmente no país.

Até 2022, 13.939 espécies da fauna brasileira haviam sido avaliadas quanto ao risco de extinção.

A avaliação é importante porque permite identificar quais espécies precisam de medidas específicas para evitar que suas populações diminuam ainda mais.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mantém o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade, conhecido como SALVE. A plataforma reúne informações utilizadas pelos especialistas para avaliar o risco enfrentado pelas espécies e apresenta as justificativas para as classificações.

Lista ajuda a definir ações de proteção

A inclusão de uma espécie na lista de animais ameaçados não significa que seu desaparecimento seja inevitável. O objetivo é justamente identificar os riscos e orientar medidas de conservação.

Entre as ferramentas utilizadas pelo governo estão os Planos de Ação Nacional para Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção, conhecidos como PANs. Segundo o ICMBio, esses planos são construídos de forma participativa e servem para organizar e priorizar ações destinadas à conservação das espécies e dos ambientes naturais onde elas vivem.

A lista também é atualizada conforme novos dados científicos ficam disponíveis. Por isso, uma espécie pode mudar de categoria de risco ao longo do tempo, dependendo da situação de suas populações e dos resultados das ações de conservação.

O ICMBio mantém o chamado Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, uma das principais referências nacionais sobre o tema. A publicação reúne informações sobre espécies ameaçadas e é organizada em volumes dedicados a diferentes grupos de animais, como mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes e invertebrados.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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