Celular virou banco: especialistas alertam para fraudes no Carnaval

Pagamentos por aproximação e QR Codes exigem atenção redobrada dos usuários

O Carnaval é tempo de festa, música alta, rua cheia e celular na mão o tempo todo. Mas, junto com a folia, cresce também um perigo silencioso: os golpes financeiros digitais.

Segundo a empresa de tecnologia e análise de dados FICO, especializada em prevenção a fraudes, os criminosos estão cada vez menos interessados em roubar dinheiro vivo. O alvo agora é o seu smartphone. Isso porque o celular virou carteira, banco e até cofre de investimentos — tudo no mesmo aparelho.

Funciona assim: em meio à multidão, basta um furto rápido ou alguns segundos de distração para o golpista ter acesso a aplicativos bancários, Pix, cartões salvos e senhas. Em poucos minutos, a conta pode ser esvaziada.

E não é só roubo de celular, não. Tem também maquininha adulterada, troca de cartão, QR Code falso e mensagem de golpe dizendo que o aparelho foi “localizado”, só para roubar seus dados.

Por isso, atenção redobrada — e anota aí as dicas principais pra curtir o Carnaval sem dor de cabeça.

Primeiro: olhe sempre o visor da maquininha. Se estiver quebrado, apagado ou coberto, não pague. Segundo: nunca entregue o cartão na mão do vendedor. Você mesmo insere ou aproxima. Terceiro: desative as notificações na tela bloqueada, porque códigos de banco e senha não podem ficar aparecendo. Quarto: coloque biometria facial ou digital nos aplicativos financeiros, não só a senha do celular. Quinto: reduza os limites de Pix e transferências durante a festa. E mais uma importante: evite escanear QR Codes de origem duvidosa para comprar ingressos ou abadás.

Quem tem investimentos também deve tomar cuidado extra: vale até ocultar ou desinstalar temporariamente aplicativos de corretoras.

Em cidades que recebem milhares de turistas, como Ouro Preto, onde o movimento se multiplica nas ruas históricas, esses cuidados fazem ainda mais diferença.

A regra é simples: atenção com o celular como se fosse dinheiro vivo. Porque hoje, perder o aparelho pode significar perder muito mais.

Com prevenção e alguns ajustes rápidos no telefone, dá pra aproveitar a festa com tranquilidade — e deixar o prejuízo bem longe do Carnaval.

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Bruna Truocchio
Bruna Truocchio
Bruna Truocchio é repórter da Rádio Itatiaia Ouro Preto e apresentadora do jornal local. Formada em Jornalismo pela Universidade Estácio de Sá, tem pós-graduações em Filosofia e Marketing Digital.

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