A Prefeitura de Mariana, em Minas Gerais, prepara ações com o objetivo de pleitear o tombamento do centro histórico da cidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A proposta foi anunciada pelo prefeito Juliano Duarte, que afirmou que o processo depende da finalização de restaurações em igrejas tombadas pelo patrimônio nacional.
O prefeito disse: “Diamantina tem o seu centro histórico tombado pela Unesco, e Mariana está muito perto de pleitear. Nós temos aqui três igrejas que são tombadas, que a gente precisa finalizar. E a gente finalizando, estará 100%, que é a Igreja da Confraria, a Igreja das Mercês e a Igreja do Santana”,
De acordo com a administração municipal, os recursos para a restauração das igrejas são oriundos do PAC e do orçamento próprio da prefeitura. Para a Igreja de Santana, a prefeitura anunciou a publicação de edital de licitação, que contará com um investimento adicional de R$ 650 mil do município.
O recurso do PAC não foi suficiente para a Igreja de Santana, e deve haver licitação, explicou o prefeito.
Além das igrejas citadas, outras estruturas do centro histórico já foram restauradas, como a Catedral, a Igreja de São Francisco, a Câmara Municipal e o Museu. O cabeamento aéreo também foi retirado da região central da cidade, o que, segundo a prefeitura, contribui para a valorização paisagística do local.
O reconhecimento pela Unesco exige o atendimento de critérios técnicos e patrimoniais estabelecidos internacionalmente. Entre as etapas do processo estão a inscrição na lista indicativa do país, a elaboração de um dossiê detalhado e a avaliação por especialistas do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos). A candidatura deve ser submetida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão responsável por representar o Brasil junto à Unesco na área de patrimônio cultural.