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Medidas contra carrapato-estrela são reforçadas em Minas Gerais

Municípios da região dos Inconfidentes adotam medidas preventivas para conter a transmissão da doença endêmica

Febre maculosa é transmitida pelo carrapato-estrela

Após a confirmação da morte de um casal de Conselheiro Lafaiete devido à febre maculosa pela Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte, os municípios da região redobram os esforços no combate ao carrapato-estrela. A febre maculosa, uma doença endêmica em Minas Gerais causada por bactérias e transmitida ao homem pela picada desse carrapato, apresenta maior incidência durante os períodos de seca, como o que vivenciamos atualmente, entre os meses de abril e outubro.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o número de ocorrências deste ano está dentro do esperado, com 11 casos confirmados e 4 óbitos registrados em Minas Gerais até o momento. Apesar da alta letalidade da doença, o tratamento é realizado com antibióticos e deve ser iniciado precocemente para evitar complicações e mortes. A prevenção, por sua vez, baseia-se em evitar o contato com o carrapato, especialmente em locais como campos, pastos e áreas com animais silvestres, como capivaras, além de animais de criação, como gado, cavalos, cabras, cães e gatos infestados.

Enquanto as cidades de Ouro Preto, Mariana e Itabirito não registraram nenhum caso da doença, a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) se pronunciou sobre a presença de carrapatos-estrela no campus Morro do Cruzeiro. A instituição manifestou preocupação com o aumento de riscos relacionados a zoonoses em seus campi, solicitando às prefeituras de Ouro Preto e Mariana a retirada de animais dessas áreas. O secretário municipal de saúde, Leandro Moreira, afirmou que, até o momento, não há casos suspeitos nem indícios de infestação de carrapatos nos locais monitorados.

É importante ressaltar que os animais não devem ser maltratados ou violentados devido à endemia de febre maculosa. Veterinários e especialistas recomendam medidas de proteção, como o uso de repelentes, roupas de manga comprida, preferencialmente brancas para facilitar a identificação dos carrapatos, além de evitar transitar por gramados, campos e pastos. Também é aconselhável não alimentar animais silvestres e manter distância deles. Caso surjam sintomas como febre alta e súbita, dor muscular e articular, manchas vermelhas pelo corpo, diarreia e vômito, é fundamental procurar imediatamente uma unidade de saúde.

Com apoio de Matheus Renovato, repórter, Isabela Vilela.

Isabela Vilela é repórter multimídia na Itatiaia Ouro Preto desde 2022. Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), é mestranda em Comunicação pela mesma instituição, pesquisando sobre a produção jornalística em plataformas digitais. Antes, passou pela Agência Primaz de Comunicação e atuou como Copywriter e Produtora de Conteúdo em organizações sociais de Minas Gerais e São Paulo.