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A química explica por que cortar cebola faz os olhos lacrimejarem

O desconforto começa quando a faca rompe as células do vegetal e libera substâncias que chegam aos olhos. Uma reação química ativa as glândulas lacrimais e provoca o choro

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Dicas ajudam a diminuir o ardor nos olhos na hora de cortar cebolas
Dicas ajudam a diminuir o ardor nos olhos na hora de cortar cebolas • Magnific

Cortar cebola é uma tarefa comum na cozinha, mas quase sempre vem acompanhada de um efeito incômodo: os olhos começam a arder e as lágrimas aparecem, mesmo quando a pessoa não está triste.

A explicação está na química do vegetal. Quando a faca rompe suas células, substâncias que antes ficavam separadas entram em contato e participam de uma sequência de reações que libera um composto irritante no ar.

Segundo a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, esse composto é chamado de óxido de propanotial-S. Ao alcançar os olhos, ele irrita as terminações sensoriais e estimula as glândulas lacrimais, responsáveis pela produção das lágrimas.

Uma enzima participa do processo

A formação da substância irritante envolve uma enzima conhecida como fator sintase lacrimogêneo. Ela participa de uma reação que transforma compostos presentes na cebola em moléculas capazes de provocar irritação.

A Biblioteca do Congresso explica que a descoberta dessa enzima ajudou a esclarecer por que o corte do vegetal faz os olhos lacrimejarem. A pesquisa que identificou esse mecanismo foi publicada na revista científica Nature, em 2002.

Por que algumas cebolas incomodam mais?

A intensidade do ardor pode variar conforme a variedade do vegetal, as condições de cultivo e a quantidade de compostos liberados durante o corte.

Uma dica prática é utilizar uma faca bem afiada e evitar esmagar excessivamente a cebola, o que pode romper mais células. Também é possível resfriar o vegetal antes de cortá-lo, embora o resultado varie.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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