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Dor de cabeça depois de tomar sorvete tem nome e explicação científica

Aquela dor repentina na testa ou nas têmporas depois de tomar algo muito gelado é conhecida como congelamento cerebral. O desconforto costuma ser breve e está relacionado à resposta do organismo ao frio

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Dor de cabeça depois de tomar sorvete tem nome e explicação científica
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Tomar sorvete ou ingerir uma bebida muito gelada em um dia quente pode provocar uma sensação bastante desagradável: uma dor intensa surge na testa, nas têmporas ou atrás dos olhos, mesmo sem qualquer pancada na cabeça.

O fenômeno é conhecido popularmente como congelamento cerebral, ou brain freeze. Seu nome médico é cefaleia por estímulo frio, também chamada de ganglioneuralgia esfenopalatina.

Segundo a Cleveland Clinic, centro médico acadêmico dos Estados Unidos, a dor costuma aparecer quando alimentos ou bebidas muito frios entram em contato com o céu da boca. Na maioria dos casos, ela desaparece em poucos segundos ou minutos.

Por que o frio provoca dor na cabeça?

A explicação envolve a reação dos vasos sanguíneos e dos nervos responsáveis pela sensibilidade da região da boca e do rosto.

Quando o céu da boca é exposto a uma temperatura muito baixa, os vasos sanguíneos podem se contrair e, em seguida, dilatar rapidamente. Essa mudança pode ativar vias nervosas responsáveis pela transmissão da dor.

O Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos, explica que uma das hipóteses mais aceitas envolve justamente essa resposta vascular. O nervo trigêmeo, que participa da sensibilidade do rosto e da cabeça, transmite o sinal doloroso, fazendo com que a pessoa sinta o desconforto na testa ou nas têmporas.

Como aliviar o congelamento cerebral?

A primeira medida é interromper o consumo do alimento ou da bebida gelada. Também pode ajudar pressionar a língua contra o céu da boca, transferindo calor para a região.

O Johns Hopkins recomenda ainda beber água em temperatura ambiente ou morna e consumir alimentos gelados mais devagar, evitando grandes quantidades de uma só vez.

A dor geralmente desaparece espontaneamente e não costuma representar um problema grave. Entretanto, dores de cabeça frequentes, prolongadas ou acompanhadas de outros sintomas merecem avaliação médica.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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