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A Lua parece maior quando está no horizonte, mas existe uma ilusão por trás disso

Ao nascer ou se aproximar do horizonte, a Lua pode parecer gigantesca. Apesar da impressão, seu tamanho aparente quase não muda: o fenômeno está relacionado à maneira como o cérebro interpreta a paisagem

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A Lua parece maior quando está no horizonte
Lua Cheia de Morango é vista em BH nesta segunda-feira (29) • Magno Campos

Em noites de Lua cheia, é comum observar o satélite natural aparentemente enorme quando surge próximo a prédios, árvores ou montanhas. Conforme sobe no céu, porém, ele parece diminuir de tamanho.

A impressão é tão convincente que muita gente acredita que a Lua realmente fica maior perto do horizonte. Mas não é isso que acontece.

A Nasa explica que o fenômeno é conhecido como ilusão lunar. Fotografias feitas com a mesma configuração de câmera mostram que o diâmetro aparente da Lua permanece praticamente igual quando ela está próxima ao horizonte ou mais alta no céu.

O cérebro pode ser enganado pela paisagem

Uma das hipóteses para explicar a ilusão envolve a maneira como o cérebro interpreta distância e tamanho. Quando a Lua aparece perto de elementos da paisagem, como edifícios e árvores, nossa percepção pode associá-la a uma distância diferente daquela que realmente possui.

A Nasa aponta que uma explicação possível está relacionada à chamada ilusão de Ponzo, um efeito visual em que elementos do cenário fazem objetos de tamanho semelhante parecerem diferentes. No entanto, a agência ressalta que ainda não existe uma explicação científica definitiva para todos os aspectos da ilusão lunar.

A cor também pode mudar

Embora o tamanho não aumente de verdade, a aparência da Lua pode mudar quando ela está próxima ao horizonte. Nessa posição, sua luz atravessa uma camada maior da atmosfera terrestre antes de chegar aos nossos olhos.

Segundo a Nasa, esse percurso favorece o espalhamento de comprimentos de onda mais curtos, como os associados à luz azul. Por isso, a Lua pode adquirir tons amarelados, alaranjados ou avermelhados.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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