Microlua cheia de maio: entenda por que nosso satélite natural parece menor no céu
Fenômeno raro acontece quando a Lua está mais distante da Terra

A primeira microlua cheia de 2026 já começou a chamar a atenção de quem gosta de observar o céu. Conhecida como 'Lua das Flores', a fase do nosso satélite natural atinge seu auge no dia 12 de maio e poderá ser vista em várias partes do mundo, desde que as condições climáticas permitam.
O fenômeno acontece quando a Lua cheia coincide com o ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra, chamado de apogeu. Nessa posição, o satélite natural fica a cerca de 405 mil quilômetros do planeta, o que faz com que pareça ligeiramente menor e menos brilhante do que o normal.
Apesar do nome diferente, a mudança não é tão perceptível para a maioria das pessoas. Especialistas apontam que a Lua pode parecer apenas alguns por cento menor e com brilho um pouco reduzido, algo difícil de notar a olho nu.
Quando observar a microlua cheia
O momento exato da Lua cheia será em 12 de maio, às 13h56 no horário de Brasília. Ainda assim, o fenômeno poderá ser apreciado por várias noites consecutivas, especialmente entre os dias 11 e 13 de maio, dependendo da localização e das condições do céu.
Por que o nome 'Lua das Flores'
O nome 'Lua das Flores' tem origem em tradições de povos indígenas do hemisfério norte. Eles associavam a Lua cheia de maio ao período de intensa floração da primavera, quando campos e florestas ficam cobertos por flores.
Apesar da denominação, a Lua não muda de cor. Em alguns momentos, principalmente perto do horizonte, ela pode adquirir tons amarelados ou alaranjados por causa da forma como a luz solar atravessa a atmosfera terrestre.
A microlua cheia abre um mês movimentado para quem acompanha fenômenos astronômicos. Maio também terá encontros visuais entre a Lua e planetas como Marte, além de outras aproximações que poderão ser vistas sem equipamentos especiais.
Mesmo sendo mais discreta que uma superlua, a microlua continua sendo uma ótima oportunidade para observar o céu noturno. Afinal, pequenas diferenças também fazem parte do espetáculo do universo.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



