Por que os aviões deixam rastros brancos no céu? Nem sempre eles desaparecem rapidamente
As linhas brancas que acompanham aviões em grandes altitudes são formadas por cristais de gelo. A umidade e a temperatura do ar ajudam a determinar se elas somem rapidamente ou permanecem por mais tempo

Quem olha para o céu em um dia claro pode encontrar longas linhas brancas deixadas por aviões. Em algumas situações, elas desaparecem em poucos segundos. Em outras, permanecem visíveis e se espalham, formando faixas semelhantes a nuvens.
Esses rastros são chamados de trilhas de condensação, ou contrails. Eles se formam principalmente quando o vapor de água presente nos gases de exaustão dos motores encontra o ar muito frio das grandes altitudes.
De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, o vapor de água e as partículas liberadas pelos motores se misturam ao ar frio, favorecendo a condensação e o congelamento da umidade em pequenos cristais de gelo.
Por que alguns rastros desaparecem e outros ficam?
A duração das trilhas depende principalmente das condições atmosféricas. Quando o ar está relativamente seco, os cristais de gelo tendem a desaparecer mais rapidamente. Já em regiões muito úmidas, eles podem permanecer por bastante tempo e se espalhar.
O Serviço Nacional de Meteorologia explica que, em determinadas condições, essas trilhas podem persistir e evoluir até formar áreas de nuvens semelhantes às cirrus, que são finas e aparecem em grandes altitudes.
Toda linha branca é igual?
Nem sempre. Embora a maioria das trilhas esteja relacionada aos gases de exaustão, também existem rastros menos comuns associados a mudanças de pressão e temperatura ao redor das asas.
Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, esse segundo tipo pode surgir quando o fluxo de ar sobre as asas provoca uma redução de temperatura suficiente para favorecer a condensação da umidade já presente na atmosfera.
Assim, a aparência das linhas deixadas pelos aviões não depende apenas da aeronave. As condições do ar em grandes altitudes são decisivas para determinar como elas se formam e por quanto tempo permanecem visíveis.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.






