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Irmão de Cleitinho, Gleidson diz que boicote a petistas pode ameaçar futuro da direita

Gleidson Azevedo critica retaliações contra eleitores de Lula e afirma que perseguições podem afastar eleitores e dificultar novas vitórias da direita

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Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e deputado federal eleito
Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e deputado federal eleito • Divulgação

O deputado federal eleito Gleidson Azevedo (Republicanos-MG), irmão gêmeo do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), avalia que movimentos de boicote contra comerciantes e trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) podem prejudicar a direita nas próximas eleições. Em entrevista à Itatiaia, ele afirmou que a oposição precisa conquistar eleitores que pensam diferente, em vez de promover perseguições e retaliações após o resultado das urnas.

“Se a gente quer realmente mudar a cabeça do eleitor, não vai ser com ódio, não vai ser perseguindo, não vai ser negando as coisas”, declarou Gleidson. Para ele, a direita precisa apresentar argumentos e exemplos para convencer a população, em vez de afastar quem votou no adversário. O parlamentar também criticou a tentativa de impedir doações a pessoas em situação de vulnerabilidade por causa do posicionamento político. Segundo ele, esse tipo de comportamento já havia ocorrido após as eleições de quatro anos atrás, mas ganhou contornos ainda mais graves desta vez.

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“Não concordo com isso, até mais porque nós de direita, que batemos no peito e falamos que somos cristãos, isso não é um papel de um cristão. As eleições passaram, acabou. A gente tem que respeitar o processo eleitoral, respeitar quem pensa diferente da gente”, afirmou. A manifestação ocorre depois que listas com nomes de empresários e profissionais que declararam voto em Lula começaram a circular nas redes sociais.

Em algumas publicações, apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) defendem que consumidores deixem de comprar nesses estabelecimentos. Também há relatos de pessoas que propõem interromper doações de alimentos e outros auxílios a quem votou no petista. Gleidson já havia criticado esse tipo de comportamento em um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, ele pediu que eleitores de direita não confundam justiça com vingança e questionou a postura de pessoas que se declaram cristãs, mas defendem a retirada de ajuda a famílias por causa de posicionamento político.

Boicotes podem prejudicar a direita, diz deputado

Questionado se os movimentos de boicote podem prejudicar a direita politicamente, Gleidson respondeu que sim. Na avaliação dele, o resultado das eleições demonstra que a oposição precisa ampliar sua base de apoio para voltar a vencer uma disputa presidencial. “As eleições mostraram que eles ganharam. Então, na prática, a gente perdeu a eleição, eles são a maioria. Então, a gente precisa conquistar essas outras pessoas e não vai ser com esse tipo de atitude que a gente vai trazer essa população para o nosso lado”, afirmou.

O deputado eleito também fez um alerta sobre os próximos pleitos. Segundo ele, a repetição de comportamentos de perseguição e hostilidade pode dificultar uma nova vitória da direita daqui a quatro anos. “Se a gente continuar nessas mesmas práticas, infelizmente daqui a quatro anos, quem vier da esquerda, com o apoio do Lula, vai ter mais uma vez dificuldade para poder ganhar”, disse.

Gleidson é irmão gêmeo de Cleitinho e foi eleito deputado federal por Minas Gerais pelo Republicanos. Os dois, assim como o deputado estadual reeleito Eduardo Azevedo (PL-MG), participaram da campanha de Flávio Bolsonaro nos dois turnos da eleição presidencial. Apesar da proximidade com lideranças do bolsonarismo, os irmãos têm defendido manifestações públicas em favor da pacificação após o resultado eleitoral.

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Edilene Lopes é jornalista, cientista política, repórter e colunista da Itatiaia e analista da CNN Brasil. Com experiência em coberturas nacionais e internacionais, tem ampla experiência em entrevistas exclusivas com presidentes da República. Foi eleita a melhor repórter de rádio do Brasil pelo Troféu Mulher Imprensa e também venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados.

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Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.

 

 

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