Eleições em Israel: sem vencedor declarado e maioria no Parlamento, partidos discutem coligações
Pleito na última terça-feira (27) foi o primeiro em Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023; previsão é que a contagem de votos termine nesta sexta-feira (30)

Com a contagem de votos ainda em andamento nesta quinta-feira (29), não há vencedor definido nas eleições em Israel. Nem o bloco do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, nem o principal rival, Gadi Eisenkot, conquistaram as 61 cadeiras do Parlamento necessárias para formar maioria.
A previsão é que a contagem de votos termine nesta sexta-feira (30). A última atualização indicava 85% das urnas apuradas, com a coligação de Netanyahu garantindo 54 dos 120 assendos no Parlamento, o Knesset.
Por outro lado, os partidos árabes alcançariam a marca recorde de 17 cadeiras, o que levou o líder da coligação de esquerda majoritariamente árabe a defender a criação de "uma verdadeira aliança judaico-árabe".
A maior parte da oposição judaica em Israel descartou governar ao lado de partidos liderados por palestinos que, ao longo da campanha eleitoral, foram alvos de acusações racistas. Netanyahu seguiu retratando os cidadãos palestinos como um inimigo dentro do Estado.
Ao longo da apuração dos votos, o Likud, partido de Benjamin Netanyahu, faz acusações, sem apresentar provas, de que as siglas de maioria árabe terem "roubado" as eleições. A denúncia afirma que os partidos operaram na compra de votos, intimidação de eleitores e manipulação de cédulas.
O pleito foi o primeiro em Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. A votação na última terça-feira (27) foi marcada por forte polarização e comparecimento recorde nas urnas: 44,9% durante a tarde, o maior índice desde 1973, segundo dados da comissão eleitoral.
O pleito determinará se Netanyahu, que responde a um processo por corrupção, permanecerá no poder de Israel, que vive há três anos em estado de guerra e de grave crise social. O premiê, de 76 anos, é o que permaneceu mais tempo no cargo, em vários períodos não consecutivos.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



