Vice-presidente da Venezuela está na Rússia após ataque dos EUA

Delcy Rodríguez cobra prova de vida de Nicolás Maduro e Cilia Flores e afirma que planos de defesa seguem ativos

Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, está na Rússia, segundo relataram à agência Reuters quatro fontes ligadas ao governo venezuelano. A informação foi divulgada após a própria autoridade afirmar, publicamente, que não sabe onde estão o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores depois do ataque militar dos Estados Unidos ao país.

Na madrugada deste sábado (3), Rodríguez exigiu uma prova de vida de Maduro e de sua esposa. Em um áudio transmitido pela televisão e reproduzido pela Reuters, ela pediu que o governo norte-americano apresente informações imediatas sobre o paradeiro dos dois líderes.

Minutos antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças militares do país teriam capturado e evacuado Maduro e Cilia Flores da Venezuela após uma ofensiva descrita como um ataque de grande escala.

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Delcy Rodríguez, que é a primeira na linha de sucessão do poder no país, afirmou que os planos de defesa integral da nação continuam em funcionamento. A declaração ocorreu após o governo venezuelano denunciar uma agressão militar grave e decretar estado de exceção.

Explosões foram registradas em Caracas por volta das 2h da manhã, no horário local, enquanto outras cidades também teriam sido alvo de bombardeios. O governo decretou estado de comoção exterior em todo o território nacional, com o objetivo de proteger a população, garantir o funcionamento das instituições e iniciar a resposta armada, segundo comunicado oficial em cadeia nacional.

O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu que grupos chavistas se mobilizem após a captura de Maduro, mas reforçou a necessidade de calma e disciplina. Em pronunciamento na TV, ele afirmou que o país permanece tranquilo apesar das explosões e do sobrevoo de helicópteros de combate dos Estados Unidos, e agradeceu a atuação de patrulhas civis e militares na capital.

Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou os ataques como a mais grave agressão militar já sofrida pela Venezuela. Ele anunciou o acionamento de todas as capacidades de defesa, envolvendo forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de mísseis, e pediu à população que evite o caos e a desordem.

O procurador-geral, Tarek William Saab, solicitou o fim do que chamou de sequestro de Maduro e Cilia Flores e pediu atenção a possíveis violações de direitos humanos. Ele também cobrou um posicionamento das Nações Unidas e de organismos internacionais diante das mortes de civis e da situação dos líderes venezuelanos.

As autoridades venezuelanas também reforçaram um apelo por mobilização popular e alertaram para campanhas de desinformação. Segundo o governo, notícias falsas estariam sendo usadas para desmoralizar a população após a ofensiva militar.

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

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