A
Na madrugada deste sábado (3), Rodríguez exigiu uma prova de vida de Maduro e de sua esposa. Em um áudio transmitido pela televisão e reproduzido pela Reuters, ela pediu que o governo norte-americano apresente informações imediatas sobre o paradeiro dos dois líderes.
Minutos antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que forças militares do país teriam capturado e evacuado Maduro e Cilia Flores da Venezuela após uma ofensiva descrita como um ataque de grande escala.
Delcy Rodríguez, que é a primeira na linha de sucessão do poder no país, afirmou que os planos de defesa integral da nação continuam em funcionamento. A declaração ocorreu após o governo venezuelano denunciar uma agressão militar grave e decretar estado de exceção.
Explosões foram registradas em Caracas por volta das 2h da manhã, no horário local, enquanto outras cidades também teriam sido alvo de bombardeios. O governo decretou estado de comoção exterior em todo o território nacional, com o objetivo de proteger a população, garantir o funcionamento das instituições e iniciar a resposta armada, segundo comunicado oficial em cadeia nacional.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu que grupos chavistas se mobilizem após a captura de Maduro, mas reforçou a necessidade de calma e disciplina. Em pronunciamento na TV, ele afirmou que o país permanece tranquilo apesar das explosões e do sobrevoo de helicópteros de combate dos Estados Unidos, e agradeceu a atuação de patrulhas civis e militares na capital.
Já o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou os ataques como a mais grave agressão militar já sofrida pela Venezuela. Ele anunciou o acionamento de todas as capacidades de defesa, envolvendo forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de mísseis, e pediu à população que evite o caos e a desordem.
O procurador-geral, Tarek William Saab, solicitou o fim do que chamou de sequestro de Maduro e Cilia Flores e pediu atenção a possíveis violações de direitos humanos. Ele também cobrou um posicionamento das Nações Unidas e de organismos internacionais diante das mortes de civis e da situação dos líderes venezuelanos.
As autoridades venezuelanas também reforçaram um apelo por mobilização popular e alertaram para campanhas de desinformação. Segundo o governo, notícias falsas estariam sendo usadas para desmoralizar a população após a ofensiva militar.