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Donald Trump diz que Lula é uma 'pessoa muito volátil' e que não pensa muito nele

Declaração surge após um breve encontro entre os dois líderes na França e discussões sobre a situação política brasileira e a designação de facções como terroristas pelos EUA.

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Lula e Trump discutem tarifas e retomam diálogo entre Brasil e EUA: 'Bons acordos'
Os presidentes Donald Trump e Lula • Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o presidente Lula como uma pessoa "muito volátil" em entrevista ao âncora do "The Axios Show", Marc Caputo, divulgada nesta quarta-feira (17).

"Eu vi o Brasil, o líder que eu conheço um pouco. Ele é uma pessoa muito volátil", afirmou Trump a Caputo. O apresentador do programa comentou, então, que o republicano "não é fã do presidente Lula."

"Eu não penso nele, para ser honesto com você. Eu realmente não penso nele. Eu não poderia me importar menos", respondeu o presidente americano. Ele acrescentou: "Mas ele é um tipo de pessoa diferente agora. Muito volátil. Eu o vi fazendo um discurso. Foi muito volátil e tudo bem.”

Os dois líderes se encontraram em Évian-les-Bains, na França, nesta quarta-feira (17). Um vídeo obtido pelo ICL Notícias mostrou Trump cumprimentando Lula, dizendo: "Tudo bem? Bom trabalho." Lula não se pronunciou sobre o breve encontro.

Na noite da terça-feira (16), o analista sênior de Internacional da CNN Brasil, Américo Martins, apurou que os dois haviam se encontrado e trocado cumprimentos.

Durante coletiva de imprensa, Trump disse a jornalistas que a situação política no Brasil se tornou perigosa. Na ocasião, o presidente americano revelou ter ficado sabendo sobre a prisão de "Bolsonaro Jr.", se referindo ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. Na fala, Trump pareceu confundir Eduardo com o irmão e senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência do Brasil.

Posteriormente, o presidente Lula, ao falar com jornalistas, disse que não solicitou uma reunião bilateral com Trump para tratar sobre tarifas "porque estamos negociando". O brasileiro disse, ainda, que em sua visita a Trump na Casa Branca em maio deste ano, ele apresentou um documento sobre o combate ao crime organizado, mas ficou surpreso quando o Departamento de Estado dos EUA designou o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

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