Trump: 'Não haverá pedágio em Ormuz, a menos que EUA cobrem'
Conforme o presidente americano, qualquer eventual taxa seria justificada pelos serviços prestados pelos EUA como 'anjo da guarda'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu neste sábado (20) que não haverá cobrança de pedágio para a passagem de navios no Estreito de Ormuz, tanto durante quanto após o período de cessar-fogo provisório de 60 dias acordado com o Irã, a menos que os próprios EUA decidam impor essas taxas.
Em uma publicação na Truth Social, Trump detalhou: "Não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz durante os 60 dias do período de cessar-fogo, e não haverá cobrança de pedágio após o término desse período, a menos que seja imposta pelos Estados Unidos, caso o acordo não seja concluído". Essa declaração segue um histórico onde Trump alerta Irã sobre possível cobrança a petroleiros no Estreito de Ormuz.
Conforme o presidente americano, qualquer eventual taxa seria justificada pelos serviços prestados pelos EUA como "anjo da guarda aos países do Oriente Médio para fins de reembolso de custos passados, presentes e futuros".
O memorando de entendimento entre EUA e Irã não abordou se o regime iraniano manterá o controle sobre o estreito, o que é um ponto sensível após negociações nas quais o Irã afirma não ceder a ameaças dos EUA.
A navegação gratuita dos navios está garantida por um período de "apenas 60 dias", enquanto Irã e seus vizinhos do Golfo negociam os termos de um novo acordo para a passagem. Essa condição sugere que Teerã poderá vir a ter permissão para cobrar taxas no futuro. Anteriormente, Trump afirmou que navios já começam a circular no Estreito de Ormuz.
O presidente Trump já havia insistido nesta semana que o estreito estaria aberto "sem custos de navegação durante os primeiros 60 dias e depois disso".
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