Reino Unido vai enviar navio de guerra ao Oriente Médio
Marinha real britânica vai posicionar o HMS Dragon, um destruidor de mísseis guiados, na região

O Reino Unido anunciou, neste sábado (9), que enviará um destróier ao Oriente Médio antes de qualquer missão internacional para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, alvo de um bloqueio por parte do Irã desde que a guerra contra os Estados Unidos e Israel começou no final de fevereiro.
A marinha real britânica vai posicionar o HMS Dragon, um destruidor de mísseis guiados, na região. “O pré-posicionamento faz parte de um planejamento prudente que garantirá que o Reino Unido esteja pronto, como parte de uma coalizão multinacional liderada conjuntamente pelo Reino Unido e pela França, para assegurar o estreito quando as condições permitirem", disse um porta-voz do Ministério da Defesa à AFP.
A passagem do estreito de Ormuz, principal rota de comercialização do petróleo global, por onde passa 20% da produção da commodity, está bloqueada desde os ataques americanos e israelenses em Teerã que resultaram na morte do líder supremo, Aiatolá Ali Khamenei.
Desde então, o Irã tem realizado sucessivas ações militares no local, como a instalação de minas submarinas e ataques a navios que tentem passar pelo local sob a bandeira de nações aliadas aos Estados Unidos. O estreito é tema do frágil cessar-fogo assinado entre os dois países no começo de abril.
Contudo, o acordo tem sido constantemente violado pelos dois países, tornando a navegação no golfo pérsico perigosa. Na quinta-feira (7), a República Islâmica acusou os americanos de atacarem dois navios e atingir áreas civis.
Os militares dos EUA disseram ter realizado ataques retaliatórios, visando locais que foram responsáveis por atacar forças americanas em “hostilidades não provocadas por Teerã”. Por sua vez, o presidente Donald Trump afirmou que os ataques foram “um tapa de amor” e que o cessar-fogo não foi rompido.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



