Quartel militar explode na Bolívia; ao menos duas pessoas morreram e 81 ficaram feridas
Tragédia aconteceu em um regimento militar em Viacha, município localizado a 30 quilômetros de La Paz; causas das explosões são investigadas por autoridades locais

Duas explosões em uma instalação militar deixou ao menos dois mortos e 81 feridos na sexta-feira (4), em Viacha, na Região de La Paz, na Bolívia. Antes da tragédia, a área já havia sido isolada após o registro de um incêndio. Neste sábado (5), a Prefeitura de Viacha decretou três dias de luto oficial.
Segundo divulgado por autoridades locais e repercutido pela imprensa local, as explosões aconteceram em um setor do Centro Geral de Manutenção do RAM-2 "Bolívar", onde estava armazenado material pirotécnico. A primeira explosão teria envolvido pólvora negra de equipamentos pirotécnicos armazenados no local. Em seguida, ocorreu uma segunda explosão, de escala maior.
Um vídeo que circula nas redes sociais flagra o momento da explosão. Várias pessoas estavam próximas ao local, incluindo crianças. Em outras imagens é possível ver janelas quebradas, destroços e uma espessa coluna de fumaça preta sobre a cidade.
🔴 #AHORA | Dos muertos y más de 55 heridos dejó una fuerte explosión en un depósito de pirotecnia de una base militar en Viacha, Bolivia. Las autoridades continúan con los peritajes en el área afectada. pic.twitter.com/eqWO05kkH7
— Mundo en Conflicto 🌎 (@MundoEConflicto) September 5, 2026
A tragédia aconteceu por volta das 14h30 horário local (15h30 em Brasília). A cidade de Viacha possui cerca de 100 mil habitantes localizada a aproximadamente 30 quilômetros de La Paz.
O ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, informou em coletiva de imprensa, neste sábado (5), que duas mortes foram confirmadas, enquanto sete pessoas estão dadas como desaparecida. As vítimas eram militares que serviam na instalação, informou o ministério em comunicado.
Outras 81 pessoas estão feridas, sendo duas em estado grave. Um relatório anterior da polícia registrava duas mortes, sete desaparecidos e 59 feridos, dos quais pelo menos 52 eram civis. Justiano divulgou, ainda, que não é possível, neste momento, confirmar a causa da explosão.
Uma investigação "completa, técnica e transparente" está em andamento, segundo o ministro de Defesa. "Devemos estabelecer com absoluta clareza as causas deste evento, verificar o cumprimento dos protocolos de segurança e determinar as responsabilidades que possam ser atribuídas", disse.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



