Explosão de carro-bomba na Colômbia mata uma pessoa e deixa 11 feridas
Atentado atribuído à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) aconteceu no mesmo dia de bombardeio do Exército que matou 20 guerrilheiros na Amazônia

Um carro-bomba atribuído à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) matou uma pessoa e deixou outras 11 feridas na Colômbia nesta terça-feira (1º). O atentado acontece em meio à escalada da violência no país.
O ataque, registrado em Los Patios, município próximo à fronteira com a Venezuela, foi registrado no mesmo dia em que as Forças Armadas colombianas realizaram um bombardeio que matou 20 guerrilheiros na Amazônia. Foi o terceiro ataque aéreo do tipo realizado pelo Exército em menos de um mês.
O veículo explodiu ao lado de uma delegacia. A vítima fatal foi identificada como um venezuelano de 23 anos, segundo divulgado pelas autoridades colombianas.
Em entrevista à rádio local "Caracol", o coronel Jimmy Belalcázar, comandante da polícia local, atribuiu o atentado ao ELN — a principal guerrilha de extrema-esquerda ainda ativa na Colômbia, fundada em 1964 e inspirada na Revolução Cubana.
Dois policiais estão entre os feridos. Um deles sofreu uma mutilação na perna esquerda, enquanto o outro foi atingido por estilhaços da explosão.
Jornalistas da Agence France-Presse relataram que dezenas de pessoas, a pé ou de motocicleta, pararam no local enquanto o carro continuava em chamas. Vidros quebrados e pedaços de muros ficaram espalhados pela região.
O carro-bomba transportava cerca de 80 quilos de explosivos, que foram detonados à distância. De acordo com as autoridades, o veículo havia sido roubado e teve a cor alterada para ser usado como se fosse um táxi.
Presidente da Colômbia prometeu 'linha dura' contra grupos armados

Desde que assumiu a Presidência, em 7 de agosto, Abelardo de la Espriella adotou uma política de linha dura contra os grupos armados, com apoio do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nas redes sociais, o líder afirmou que irá "perseguir com mão de ferro aqueles que atentarem contra os colombianos, até capturá-los, desmantelar suas estruturas e devolver a tranquilidade às nossas comunidades".
Após o bombardeio que matou 20 guerrilheiros na Amazônia, Espriella fez um novo pronunciamento: "Onde os terroristas tentarem semear o medo, o Estado estará presente com toda a sua força", escreveu.
O governo de extrema-direita indica que ao menos 38 guerrilheiros foram mortos nas primeiras semanas da nova gestão.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.
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