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Homens são presos após furtarem brincos de cádaver encontrado após enchentes no Nepal; vídeo

Suspeitos apareceram em um vídeo que circula nas redes sociais retirando a joia de ouro da orelha de um corpo; tragédia deixou mais de mil mortos e quatro mil desaparecidos

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Departamento de Polícia do Nepal e AFP

Dois homens foram presos suspeitos de furtar brincos de ouro do corpo de uma mulher que morreu durante as enchentes que atingiram a região próxima à fronteira entre o Nepal e o Tibete. A prisão ocorreu depois que um vídeo mostrando a ação circulou nas redes sociais e chegou às autoridades. As informações são do Departamento de Polícia do Nepal.

Nas imagens, os homens se aproximam do corpo de uma mulher levado pela força da água. A vítima teria sido arrastada pela correnteza do rio Narayani. Também no vídeo, os suspeitos puxam o corpo em direção à margem e retiram os brincos que estavam nas orelhas do cadáver. Confira:

Ainda segundo a polícia, os suspeitos foram identificados como Madan Gurung, de 25 anos, e Umesh Chaudhary, de 38. Eles foram localizados e detidos nas proximidades de uma rodoviária na cidade de Bharatpur, no distrito de Chitwan. Madan Gurung é natural do distrito de Nawalparasi, no município de Binayi Tribeni.

Segundo a polícia, ele tem 25 anos e atualmente estava morando na casa do tio materno, na região de Lila Chowk, em Bharatpur. Umesh Chaudhary, de 38 anos, é originalmente do distrito de Sunsari. Atualmente, ele residia na região de Supari Tole, próxima ao Pokhara Bus Park, também em Bharatpur.

De acordo com o comunicado policial, durante a investigação foi constatado que um dos brincos de ouro ainda estava no corpo da vítima. A partir das imagens, os investigadores conseguiram identificar os dois homens e efetuaram as prisões. Eles foram encaminhados para o escritório distrital da polícia, onde permanecem à disposição das autoridades para investigação.

A polícia informou que a investigação continua para esclarecer todos os detalhes do caso e apurar a eventual responsabilidade dos envolvidos.

Enchentes deixaram mais de mil de mortos

O número de mortes no Nepal e Tibete chegou a 1.003 nesta terça-feira (1). Uma semana após a enchente que atingiu a fronteira entre os países, pelo menos 4.462 pessoas ainda estão desaparecidas. Segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, dentre as vítimas estão incluidos 583 estrangeiros de mais de 30 nacionalidades. No Tibete, são 16 mortos e 546 desaparecidos, incluindo 261 estrangeiros de 23 países, de acordo com a imprensa estatal chinesa.

Devido ao isolamento das áreas remotas por deslizamentos de terra, estradas destruídas e danos generalizados, os socorristas enfrentavam condições difíceis ao procurar vítimas em terrenos instáveis e em meio a montanhas de destroços, aumentando o temor de que o número de mortos possa subir à medida que eles alcancem comunidades isoladas.

Segundo as autoridades nepalesas, pelo menos 11.814 pessoas foram resgatadas até o momento. As autoridades do Estado de Uttar Pradesh, no norte da Índia,  anunciaram que recuperaram 17 corpos em rios. As vítimas ainda não foram identificadas ou incluídas no número oficial de casos fatais.  

Nesta terça-feira (1), os esforços para fornecer assistência aos sobreviventes foram intensificados. Equipes de emergência usavam helicópteros e outras aeronaves para chegar a comunidades isoladas em áreas onde estradas e outras vias de transporte haviam sido danificadas ou interrompidas pelo deslizamento de terra.

A segunda remessa de ajuda humanitária da China ao Nepal deve chegar nesta terça-feira, trazendo suprimentos essenciais como purificadores de água, equipamentos para exames de DNA e drones, além de especialistas chineses enviados para auxiliar no processo de identificação das vítimas.

Paralelamente, o primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, cobrou ações da comunidade internacional ao declarar que a avalanche ocorrida na última semana no Himalaia "não foi um evento comum", mas uma consequência direta das mudanças climáticas.

O desastre, que atingiu diversas regiões habitadas, é atribuído ao colapso de uma geleira situada na fronteira entre a China e o Nepal. Embora a causa específica desse colapso ainda não esteja confirmada, cientistas ressaltam que o aumento global das temperaturas tem acelerado o derretimento do Himalaia, a maior cordilheira do planeta, elevando significativamente a frequência e o risco de tragédias semelhantes.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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