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Sem adiar o sonho: casamento é realizado em igreja alagada nas Filipinas

Leian Lieza Galang e Gilbert Chico decidiram manter a cerimônia mesmo após paróquia recomendar adiamento; menos de 15 pessoas acompanharam o casamento no país que enfrenta severas inundações e deslizamentos de terra

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Noiva atravessa igreja com água na cintura para não adiar casamento, nas Filipinas
Noiva atravessa igreja com água na cintura para não adiar casamento, nas Filipinas • Reprodução/Redes Sociais

Buscando não adiar o casamento, uma noiva atravessou uma igreja alagada nas Filipinas. Os noivos, identificados como Leian Lieza Galang e Gilbert Chico, decidiram manter a cerimônia mesmo com o templo parcialmente submerso após semanas de  chuvas intensas no país.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a noiva avançando pela água, com um buquê de flores brancas nas mãos, enquanto os convidados enfrentavam as mesmas condições para acompanhar a união.

O casamento aconteceu na terça-feira (1º), na Igreja São João Batista em Hagonoy. À imprensa internacional, o fotógrafo contratado para a cerimônia compartilhou que a paróquia havia recomendado que o casal adiasse o casamento. Ainda assim, os noivos preferiram seguir com os planos durante uma celebração abreviada, realizada no fim da manhã.

A igreja já estava parcialmente tomada pela água há quase um mês. "Como eles queriam ver isso até o fim, nós, servos da paróquia, fizemos o melhor que pudemos para tornar este um dia especial para eles", afirmou o fotógrafo. Menos de 15 pessoas acompanharam o casamento presencialmente. "Eles se amam. Nada poderia impedir a união deles", declarou.

Durante a cerimônia, o momento da entrega das alianças foi marcante — com um menino percorrendo o corredor com a água também atingindo a altura da cintura dele. Em um outro registro, a noiva aparece abraçada com os pais.

Veja fotos do casamento

Enchentes nas Filipinas

As Filipinas enfrentaram severas inundações e deslizamentos de terra provocados pelo agravamento das chuvas de monção (Habagat) e por sistemas de baixa pressão no oceano Pacífico. Mais de 22 mil pessoas precisaram ser retiradas com urgência de áreas de alto risco e levadas para abrigos temporários.

A região metropolitana de Manila e grandes extensões da ilha de Luzon registraram bairros inteiros cobertos pela água, com estradas totalmente bloqueadas e infraestrutura danificada. A combinação da temporada anual de monções com a formação frequente de ciclones tropicais na região acelerou o volume de água em poucas horas, sobrecarregando o sistema de drenagem urbano.

O país lida rotineiramente com fenômenos climáticos extremos pela localização no Cinturão de Fogo e na rota dos tufões do Pacífico. No entanto, a sobreposição recorrente de desastres seguidos dificulta a reconstrução completa das comunidades afetadas antes que uma nova tempestade atinja as Filipinas.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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