Itatiaia

EUA: acusado de matar Charlie Kirk se diz inocente; juiz indica chance de pena de morte

Tyler Robinson é acusado de matar o líder conservador com um tiro de fuzl, em setembro de 2025, em um debate com estudantes na Universidade de Utah; Justiça decide data para audiência que definirá julgamento

Por
Na foto, Tyler Robinson acusado de matar Charlie Kirk em 10 de setembro de 2025
Na foto, Tyler Robinson acusado de matar Charlie Kirk em 10 de setembro de 2025 • Gabinete do Governador de Utah

Tyler Robinson, acusado de matar a tiros o conservador estadunidense Charlie Kirk, declarou-se inocente da acusação de homicídio durante uma audiência realizada na terça-feira (1º). Na ocasião, um juiz decidiu que a acusação pode levar o homem, de 23 anos, à pena de morte.

O crime aconteceu em 10 de setembro de 2025, quando Kirk, de 31, foi atingido por um tiro de fuzil no pescoço, enquanto o conservador participava de um debate com estudantes na Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Tyler Robinson enfrenta uma acusação forma de homicídio qualificado, por também ter colocado em risco a vida de outras pessoas durante o evento — o que, caso condenado, pode resultar em pena de morte.

Na audiência, promotores apresentaram o que foi classificado como "evidências avassaladoras" de que Robinson foi o responsável pelo disparo que matou Charlie Kirk. O promotor do condado de Utah, Ryan McBride, exibiu imagens de câmeras que, segundo ele, mostram Robinson ocupando uma posição de atirador em um telhado, antes de um disparo atingir Kirk.

McBride ainda afirmou que o rifle de Robinson tinha quatro munições — o que, de acordo com ele, indica que o atirador estava preparado para fazer novos disparos caso o primeiro errasse. "Ele se deitou de bruços e teria visto aquela multidão de mais de 3 mil pessoas no evento, mirou, colocou a mira sobre Charlie Kirk e atirou", disse.

Por outro lado, a defesa argumentou que o caso não atende aos critérios para aplicação da pena de morte. A advogada Staci Visser indicou que o disparo não colocou outras pessoas em risco, indicando que o atirador disparou contra Kirk e fugiu sem recarregar a arma ou ameaçar outras pessoas. "Há um ato. Há um disparo. Há uma bala. Há uma vítima", destacou Visser.

Agora, cabe a um júri decidir se Robinson será condenado pelo crime e qual será a pena. Uma nova audiência para definir a data de início do julgamento está prevista para 23 de outubro.

Relembre a morte de Charlie Kirk

• Divulgação/ FBI e OLIVIER TOURON/AFP
• Divulgação/ FBI e OLIVIER TOURON/AFP
  • Charlie Kirk discursava em um evento ao ar livre na Utah Valley University quando foi atingido no pescoço por um disparo feito de um telhado a aproximadamente 120 metros de distância. Ele foi socorrido, mas não resistiu ao ferimento.
  • As autoridades identificaram Tyler James Robinson, então com 22 anos, como o atirador. Robinson havia enviado mensagens de texto e deixado uma nota escrita assumindo a autoria do crime.
  • Com o auxílio de um detetive aposentado e da família, ele se entregou voluntariamente à polícia na noite de 11 de setembro, a cerca de 400 km do local do crime.

Quem foi Charlie Kirk?

Charlie Kirk, aliado de Trump, morreu após levar tiro no pescoço nos EUA • Patrick T. Fallon/AFP
Charlie Kirk, aliado de Trump, morreu após levar tiro no pescoço nos EUA • Patrick T. Fallon/AFP
  • Charlie Kirk (1993–2025) foi um ativista político, comentarista e empresário estadunidense, famoso por ter cofundado a Turning Point USA e por se tornar uma das vozes jovens mais influentes do conservadorismo e do movimento Make America Great Again nos Estados Unidos.
  • Ele ficou amplamente conhecido por realizar debates abertos em campi universitários, desafiando estudantes e acadêmicos progressistas.
  • Kirk defendia pautas de extrema-direita e o nacionalismo cristão, sendo figura frequente em debates intensos sobre imigração, identidade de gênero, ação afirmativa e políticas raciais nos EUA.
  • A morte dele foi registrada por inúmeros celulares e as imagens foram amplamente compartilhadas nas redes sociais.
Por

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

Belo Horizonte