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Bombardeio contra guerrilha deixa 10 mortos na Colômbia

Este foi o segundo ataque aéreo lançado pelo Exército desde que o presidente assumiu o poder, em 7 de agosto

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Abelardo de la Espriella
Bombardeio foi feito a mando do novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella • Raul ARBOLEDA/AFP

Um bombardeio contra uma guerrilha na Amazônia colombiana deixou ao menos dez pessoas mortas, entre elas três menores de idade, informaram as autoridades. Esse foi o ataque mais letal ordenado pelo governo colombiano até o momento.

Este foi o segundo ataque aéreo lançado pelo Exército desde que o presidente direitista assumiu o poder, em 7 de agosto, e deixou um total de dez mortos.

Nove corpos já foram identificados e, entre eles, três são de menores de idade, informou o Instituto Médico Legal em um comunicado divulgado na noite de domingo (30), sem especificar suas idades.

"Os bandidos que, durante décadas, recrutaram menores para transformá-los em combatentes ou em escudos humanos devem pagar por estes crimes que violam o Direito Humanitário", escreveu De La Espriella no X nesta segunda-feira (31) a propósito deste bombardeio.

O novo presidente chegou ao poder com a promessa de enfrentar sem trégua guerrilheiros e narcotraficantes com o apoio de seus aliados, Estados Unidos e Israel.

"Todo o meu apoio às operações militares que combatem (...) os grupos narcoterroristas", acrescentou.

Segundo o Ministério da Defesa, dois dos menores mortos tinham 15 e 16 anos.

O bombardeio ocorreu na madrugada de quinta-feira no departamento de Guaviare, no sul do país.

Os falecidos integravam as fileiras de uma dissidência das Farc que se recusou a assinar o histórico acordo de paz que desarmou a maior parte do grupo insurgente em 2016.

No ano passado, foram registrados 428 casos de recrutamento de menores por parte de grupos armados, segundo a Defensoria do Povo. Este ano, foram registrados 97 até 31 de julho.

De la Espriella informou, nesta segunda, sobre um terceiro bombardeio na mesma região contra outra dissidência das Farc sob o comando de Iván Mordisco, o guerrilheiro mais procurado da Colômbia.

Oito membros de suas fileiras foram mortos, segundo o presidente, e ainda não se sabe se havia menores entre eles.

Organizações de defesa dos direitos humanos alertam para o impacto dos bombardeios em crianças vítimas de recrutamento em áreas pobres e com presença mínima do Estado.

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