Homem que jogou mulher de penhasco na Serra do Rola-Moça também vira réu por estupro e tortura
Reportagem da Itatiaia confirmou com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que Silvanildo Amâncio de Araújo tornou-se réu por tentativa de femincídio; Justiça aceitou a denúncia proferida pelo MPMG

Além de réu por tentativa de feminicídio, Silvanildo Amâncio de Araújo, suspeito de jogar a ex-companheira na Serra do Rola-Moça, também tornou-se réu por outros crimes, como estupro e tortura. A Justiça aceitou a denúncia proferida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em 22 de junho deste ano.
O crime foi registro no mês de maio, quando Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza foi dada como desaparecida. Um dia depois, ela foi encontrada pendurada no penhasco e foi resgatada. Relembre o caso no fim desta reportagem.
A Itatiaia confirmou com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que Silvanildo, além de réu por tentativa de feminicídio, foi denunciado por:
- Sequestro e cárcere privado, tendo sido o crime praticado com fins libidinosos;
- Estupro;
- Roubo, tendo sido a violência ou grave ameaça é exercida com emprego de arma branca;
- Tortura, configurada como submeter mulher, reiteradamente, a intenso sofrimento físico ou mental, no contexto de violência doméstica e familiar, sem prejuízo da aplicação das penas correspondentes a outras infrações penais;
- Violência doméstica e familiar;
- Descumprimento das medidas protetivas de urgência.
Réu por tentativa de feminicídio
A Itatiaia havia divulgado, nesta segunda-feira (31), que Silvanildo Amâncio de Araújo se tornou réu por tentativa de feminicídio. A reportagem confirmou com o TJMG que o homem passou por audiência de instrução e julgamento na ação penal como réu pelo crime no dia 24 de agosto.
O processo tramita sob segredo de Justiça e, por isso, não é possível saber quando a denúncia foi oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e quando foi aceita.
Em 29 de junho, Silvanildo foi indiciado por tentativa de feminicídio, descumprimento de medidas protetivas, sequestro e cárcere privado, roubo, estupro e tortura.
Segundo o inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), durante o período em que manteve a vítima em cárcere privado, Silvanildo a ameaçou constantemente com uma faca e chegou a obrigá-la a praticar sexo.
As investigações apontam ainda que o homem tentou dificultar o resgate da vítima ao informar locais falsos sobre onde ela estaria. Para a Polícia Civil, a intenção era não apenas matá-la, mas também ocultar o corpo em uma área de mata de difícil acesso.
Os investigadores também afirmam que ele roubou os pertences da mulher, incluindo o celular, obrigando-a a desbloquear o aparelho antes de ficar com ele.
A defesa de Silvanildo Amâncio de Araújo foi procurada pela reportagem, solicitando um posicionamento, e aguarda retorno.
Relembre o crime
Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi dada como desaparecida em 25 de maio. A suspeita era que Silvanildo tinha sequestrado e jogado ela de um penhasco na Serra do Rola-Moça.
No dia 26 de maio, ela foi encontrada pendurada no penhasco e foi resgatada. Ela foi encontrada desidratada, mas sem ferimentos graves e fraturas.
Em um vídeo obtido pela Itatiaia, Silvanildo Amâncio de Araújo confessou ter empurrado Ana Cláudia do penhasco. Ele foi preso em Várzea da Palma, no Norte de Minas.
Homem confessa ter jogado ex-companheira de penhasco na Grande BH por vingança
🎥 Imagens cedidas à Itatiaia pic.twitter.com/inUeorsXMe
— Itatiaia (@itatiaia) May 27, 2026
Na gravação, feita durante as buscas pela vítima, Silvanildo relatou que teria se desentendido com Ana Cláudia no dia 23. “Busquei ela no serviço, abracei e falei para entrar no carro. Levei até o Jardim Canadá e empurrei do penhasco”, afirmou.
A chefe do 2º Departamento de Polícia Civil, delegada Gislaine Rios, informou que o suspeito confessou ao genro que havia empurrado a vítima no penhasco. A conversa ocorreu após familiares iniciarem as buscas pela mulher.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.




