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Justiça torna réu sargento suspeito de matar capitã da PMMG em BH

Decisão manteve a prisão preventiva de Eduardo Abner Pereira de Oliveira, suspeito de matar Michele Leão Azevedo

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Capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), identificada como Michele Leão Azevedo e o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira • Itatiaia

O Tribunal de Justiça (TJMG) tornou réu nesta segunda-feira (31) o sargento da Polícia Militar (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, suspeito de matar a capitã Michele Leão Azevedo em Belo Horizonte.

A decisão, assinada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante, manteve a prisão preventiva do réu. Ele está detido desde 21 de julho.

Nesse sábado (29), o Ministério Público (MPMG) denunciou o sargento pelos crimes de feminicídio, fraude processual, lesão corporal e tráfico de drogas.

De acordo com o MPMG, Eduardo Abner matou a companheira após uma crise de ciúmes durante uma confraternização realizada no apartamento do casal. Convidados precisaram intervir após o acusado questionar a capitã "de forma agressiva e intimidadora" sobre o conteúdo de mensagens no celular dela.

Após a festa, a investigação aponta que o sargento agrediu e asfixiou a mulher. Depois, o homem retirou os lençóis da cama, colocou-os para lavar, removeu do local os pedaços de madeira utilizados nas agressões e apagou as mensagens do celular da vítima.

Michele Leão Azevedo chegou morta ao Hospital Odilon Behrens. Eduardo Abner foi preso em flagrante e, enquanto era acompanhado por policiais militares, descartou no banheiro uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy.

Relembre o caso

Na noite de 20 de julho, a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo deu entrada sem sinais vitais e com múltiplas lesões corporais no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

Eduardo Abner relatou à corporação que o casal teria dado uma festa e, após a saída dos convidados, por volta das 5h, eles teriam tido relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como "spanking".

O suspeito alegou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento, que tinha cerca de oito anos, e que os atos daquela madrugada foram gravados em vídeo. Ele também disse que as práticas incluíam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.

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O militar argumentou ainda que, por volta do meio-dia, a esposa teria caído da escada de casa, sofrido um corte profundo na cabeça e machucado a boca. Segundo ele, Michele reclamava de forte tontura, mas não quis ir ao médico por sentir vergonha do estado em que estava após o uso de ecstasy.

Conforme a versão apresentada pelo sargento, ele teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e, em seguida, colocado Michele deitada. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, apenas às 21h, ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

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