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Sargento indiciado por morte de capitã da PMMG pode responder por tráfico de drogas

Polícia Civil indiciou nesta sexta (21) Eduardo Abner Pereira de Oliveira pela morte de Michele Leão Azevedo

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Capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), identificada como Michele Leão Azevedo e o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira • Itatiaia

A Polícia Civil (PCMG) indiciou nesta sexta-feira (21) o sargento suspeito de matar a capitã da Polícia Militar (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos.

Além de feminicídio qualificado, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, companheiro da vítima, também pode responder por tráfico de drogas.

De acordo com o inquérito policial, o sargento da PMMG foi indiciado pelo crime caracterizado pela aquisição, posse, guarda e repasse habitual de substâncias entorpecentes e pode enfrentar causa de aumento de pena decorrente do exercício da função pública de policial militar.

Em 20 de julho, dia em que a vítima chegou morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, Eduardo Abner descartou uma caixa contendo comprimidos de ecstasy no lixo da unidade de saúde. Os entorpecentes foram recolhidos pelos policiais, que encontraram 18 unidades.

O exame toxicológico feito pela PCMG detectou no corpo da capitã Michele metilenodioxianfetamina (MDA), metilenodioximetanfetamina (MDMA), substâncias associadas ao ecstasy, e anfetamina.

Eduardo Abner Pereira de Oliveira também foi indiciado pelos crimes de lesão corporal em contexto de violência doméstica e fraude processual.

Relembre o caso

Na noite de 20 de julho, a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo deu entrada sem sinais vitais e com múltiplas lesões corporais no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

Eduardo Abner relatou à corporação que o casal teria dado uma festa e, após a saída dos convidados, por volta das 5h, eles teriam tido relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como "spanking".

O suspeito alegou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento, que tinha cerca de oito anos, e que os atos daquela madrugada foram gravados em vídeo. Ele também disse que as práticas incluíam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.

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O militar argumentou ainda que, por volta do meio-dia, a esposa teria caído da escada de casa, sofrido um corte profundo na cabeça e machucado a boca. Segundo ele, Michele reclamava de forte tontura, mas não quis ir ao médico por sentir vergonha do estado em que estava após o uso de ecstasy.

Conforme a versão apresentada pelo sargento, ele teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e, em seguida, colocado Michele deitada. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, apenas às 21h, ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.

 

 

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