Exame toxicológico identifica ecstasy e anfetamina em capitã da PM morta em BH
Resultado do laudo obtido com exclusividade pela Itatiaia faz parte do inquérito que apura as circunstâncias da morte da policial militar de 41 anos, na capital mineira

O exame toxicológico feito pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) durante as investigações sobre a morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, apontou a presença de substâncias presentes no ecstasy e na anfetamina. O laudo, obtido com exclusividade pela Itatiaia, analisou uma amostra de urina da policial e faz parte da apuração sobre as circunstâncias da morte.
De acordo com o documento, foram detectadas metilenodioxianfetamina (MDA), metilenodioximetanfetamina (MDMA) — principal substância do ecstasy — e anfetamina. A análise foi iniciada no dia 23 de julho, três dias após a morte da capitã, pelo Laboratório de Toxicologia do Instituto Médico Legal (IML).
O que aponta o exame
O ecstasy é uma droga sintética ilícita que age como estimulante e também provoca efeitos alucinógenos. Entre os principais efeitos estão a sensação de euforia, o aumento da empatia e alterações na percepção. Já a anfetamina é um estimulante do sistema nervoso central, capaz de aumentar o estado de alerta e acelerar a atividade cerebral.
A presença dessas substâncias no organismo da policial, no entanto, não permite concluir a causa da morte. A investigação continua sendo conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
O que se sabe sobre a investigação
Michele morreu no dia 20 de julho, em Belo Horizonte. Ela foi levada ao Hospital Odilon Behrens pelo marido, o 3º sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, que afirmou que a esposa havia sofrido uma queda da escada do apartamento onde o casal morava. A versão, porém, passou a ser contestada depois que médicos identificaram lesões incompatíveis com uma queda. A Polícia Militar foi acionada, e o sargento acabou preso em flagrante por suspeita de feminicídio.
Durante a ocorrência, policiais também encontraram comprimidos de ecstasy que, segundo a investigação, teriam sido descartados pelo militar no hospital. O material foi apreendido e passou a integrar o inquérito. A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão de outros exames, entre eles o laudo necroscópico, para esclarecer a dinâmica da morte da capitã e confirmar as circunstâncias do crime.
Repórter policial e investigativo, apresentador do Itatiaia Patrulha.
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.




