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Polícia Civil faz perícia em apartamento onde capitã da PMMG morreu em BH

Michele Leão Azevedo chegou morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, com múltiplas lesões pelo corpo; Eduardo Abner Pereira de Oliveira suspeito de ser o responsável pela morte

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Polícia Civil faz perícia em apartamento onde capitã da PMMG morreu em BH
Polícia Civil faz perícia em apartamento onde capitã da PMMG morreu em BH • Felipe Quintella/ PCMG

A Polícia Civil (PCMG) realiza na tarde desta terça-feira (28) uma perícia no apartamento onde morreu a capitã da Polícia Militar (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos. O imóvel fica no bairro Palmares, na Região Nordeste de Belo Horizonte.

Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, sargento da PMMG e companheiro da vítima, está preso preventivamente sob a suspeita de ser o responsável pela morte. O caso aconteceu em 20 de julho.

Os policiais informaram que o objetivo da perícia é coletar materiais que possam auxiliar na apuração do episódio. Participaram dos trabalhos agentes do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), investigadores e a delegada responsável pelo caso.

Procurada pela Itatiaia, a Polícia Civil informou que "a investigação encontra-se sob segredo de justiça e outras informações serão repassadas em momento oportuno".

Relembre o caso

Na noite de 20 de julho, a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo deu entrada sem sinais vitais e com múltiplas lesões corporais no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.

Eduardo Abner relatou à corporação que o casal teria dado uma festa e, após a saída dos convidados, por volta das 5h, eles teriam tido relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como "spanking".

O suspeito alegou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento, que tinha cerca de oito anos, e que os atos daquela madrugada foram gravados em vídeo. Ele também disse que as práticas incluíam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.

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O militar argumentou ainda que, por volta do meio-dia, a esposa teria caído da escada de casa, sofrido um corte profundo na cabeça e machucado a boca. Segundo ele, Michele reclamava de forte tontura, mas não quis ir ao médico por sentir vergonha do estado em que estava após o uso de ecstasy.

Conforme a versão apresentada pelo sargento, ele teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e, em seguida, colocado Michele deitada. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, apenas às 21h, ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.

 

 

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