Sargento suspeito de matar capitã em BH troca de advogado após prisão preventiva
Eduardo Abner Pereira de Oliveira foi preso em flagrante nessa segunda-feira (20) suspeito de matar a esposa, Michele Leão Azevedo, em Belo Horizonte

O antigo advogado do sargento da Polícia Militar (PMMG) suspeito de matar a mulher em Belo Horizonte informou nesta quinta-feira (23) que não o representa mais e encerrou a atuação no caso.
Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, está preso preventivamente sob a suspeita de matar a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo, de 41.
A mulher morreu nessa segunda-feira (20) após chegar sem sinais vitais ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de BH. Ela estava com múltiplas lesões pelo corpo.
Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno Lopes informou que não comentará os motivos do encerramento da representação.
"A defesa agradece o respeito e a urbanidade demonstrados pela imprensa durante o período em que esteve à frente do caso e deseja que os fatos sejam integralmente esclarecidos pelas autoridades competentes, com observância do devido processo legal", afirmou.
Nessa quarta-feira (22), o Tribunal de Justiça (TJMG) converteu a prisão em flagrante de Eduardo Abner para preventiva. O juiz Antônio Francisco Gonçalves afirmou que “a segregação cautelar era necessária para a garantia da ordem pública”.
Relembre o caso
Na noite dessa segunda-feira (20), a capitã da PMMG Michele Leão Azevedo deu entrada sem sinais vitais e com múltiplas lesões corporais no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte.
Eduardo Abner relatou à corporação que o casal teria dado uma festa e, após a saída dos convidados, por volta das 5h, eles teriam tido relações sexuais consensuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas, conhecidas como "spanking".
O suspeito alegou que esse tipo de prática fazia parte do relacionamento, que tinha cerca de oito anos, e que os atos daquela madrugada foram gravados em vídeo. Ele também disse que as práticas incluíam agressões corporais, compressão do pescoço e outros atos de dominação.
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O militar argumentou ainda que, por volta do meio-dia, a esposa teria caído da escada de casa, sofrido um corte profundo na cabeça e machucado a boca. Segundo ele, Michele reclamava de forte tontura, mas não quis ir ao médico por sentir vergonha do estado em que estava após o uso de ecstasy.
Conforme a versão apresentada pelo sargento, ele teria prestado os primeiros socorros, dado banho na esposa, controlado o sangramento e, em seguida, colocado Michele deitada. Os dois teriam dormido por volta das 15h e, apenas às 21h, ele teria percebido que a mulher não respondia aos estímulos.
Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Jornalista formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH). Na Itatiaia desde 2008, é "cria" da rádio, onde começou como estagiário. É especialista na cobertura de jornalismo policial e também assuntos factuais. Também participou de coberturas especiais em BH, Minas Gerais e outros estados. Além de repórter, é também apresentador do programa Itatiaia Patrulha na ausência do titular e amigo, Renato Rios Neto.




