Coreia do Sul: líder religiosa é condenada por financiamento político e suborno no governo Yoon
Movimento religioso 'Igreja da Unificação' foi estabelecido em Seul após a Guerra da Coreia; Han Hak-ja foi sentenciada a dois anos de prisão

A Justiça da Coreia do Sul condenou, nesta segunda-feira (31), a líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, a dois anos de prisão por crimes de financiamento político e suborno, relacionados, supostamente, a esforços para obter influência junto ao governo do ex-presidente Yoon Suk Yeol — condenado por envolvimento em uma operação de envio de drones à Coreia do Norte e abuso de poder após decretar lei marcial no país em dezembro de 2024.
O Tribunal Distrital Central de Seul concluiu que Han Hak-ja, de 83 anos, estava envolvida no fornecimento de dinheiro a políticos e de bens de luxo à ex-primeira-dama Kim Keon Hee por meio de um intermediário.
Por outro lado, a líder da Igreja da Unificação negou qualquer irregularidade. Han Hak-ja afirmou também que não tinha interesse em política, acrescentando que os subordinados agiram sem o conhecimento dela.
A Igreja da Unificação divulgou que irá recorrer da sentença de culpabilização da líder.
O que é a Igreja da Unificação?
- A Igreja da Unificação (oficialmente conhecida como Associação das Famílias para a Paz e Unificação Mundial) é um novo movimento religioso fundado em 1954 na Coreia do Sul pelo líder religioso Sun Myung Moon (1920–2012).
- O movimento foi estabelecido em Seul após a Guerra da Coreia. Sun Myung Moon afirmou ter recebido uma visão na juventude que lhe atribuía a missão de concluir o plano de restauração da humanidade.
- A doutrina teológica central da igreja está consolidada no livro Princípio Divino.
Ex-presidente da Coreia do Sul condenado

Após ser destituído do cargo devido à tentativa fracassada de impor lei marcial em dezembro de 2024, ele enfrentou múltiplos julgamentos e acumulou as seguintes condenações:
- Prisão perpétua (fevereiro de 2026): condenado por liderar uma insurreição/rebelião ao mobilizar tropas e tentar paralisar o Parlamento sul-coreano com o decreto de lei marcial.
- 30 anos de prisão (junho de 2026): condenado por abuso de poder e traição por autorizar o envio ilegal de drones à Coreia do Norte. A acusação provou que a operação visava criar um pretexto de crise de segurança para justificar a lei marcial.
- Penas adicionais: também foi condenado por obstrução de justiça, resistência à prisão e violações de devido processo legal constitucional durante as investigações.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



