Primeiro país a comemorar o Réveillon pode ser engolido pelo mar; conheça

Formado por um arquipélago de 33 ilhas, ele é o único território que está localizado nos quatro hemisférios do globo

Arquipélago do Pacífico Central é o primeiro país a comemorar o Réveillon

Às 7h (horário de Brasília) desta quarta-feira (31), enquanto muitas pessoas ainda acordavam no Brasil, a população de Kiribati já comemorava a chegada de 2026. A celebração do país, ao invés de fogos de artifício, conta com cantos, discursos cerimoniais e comidas típicas locais.

O país, que se tornou independente do Reino Unido em 1979, está localizado na Oceania e é formado por um conjunto de 33 ilhas e atóis de coral, espalhados em 800 quilômetros quadrados, com cerca de 130 mil habitantes.

Em decorrência do aquecimento global e a elevação do nível, o conjunto de ilhas pode ficar submerso. Em busca de soluções, o governo do país decidiu, em 2014, comprar 20 quilômetros quadrados de território de uma floresta em Fiji, país vizinho, como modo de estabelecer plantações e uma possível rota de fuga em caso de inundação.

O que fazer em Kiribati?

O país é um dos principais destinos para os apaixonados por surf, com grande força na ilha de Fanning. Outra atividade marítima desenvolvida é a pesca recreativa, que também atua como forma de sustento para as famílias locais.

As praias, de modo geral, são o principal destino dos turistas que buscam o país, com programações de mergulho e navegação entre as ilhas.

Para quem se interessa por viagens históricas, Kiribati foi palco de alguns dos confrontos mais violentos da Segunda Guerra Mundial no Pacífico e possui destroços das batalhas que podem ser encontrados em visitas guiadas pelo local.

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Ano novo em Kiribati

Até 1995, Kiribati comemorou o Réveillon em dois momentos distintos, com quase 20 horas de diferença entre eles. Isso ocorreu porque o arquipélago é cortado pela Linha Internacional da Data (LID).

A LID é uma linha imaginária que organiza o calendário global e cria uma convenção geográfica para evitar confusões possíveis por conta da rotação da Terra. Ela foi criada para que haja uma lógica consistente global na divisão dos dias.

*Sob supervisão de Rayllan Oliveira

Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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