Os Estados Unidos impuseram, nesta quarta-feira (31), sanções a quatro empresas por atividades no setor de petróleo da Venezuela como parte de uma nova estratégia do governo de Donald Trump para pressionar o presidente Nicolás Maduro.
As empresas Aries Global Investment Limited, Corniola Limited, Krape Myrtle Co Ltd e Winky International Limited foram adicionadas à lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, sigla em inglês).
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos também registrou quatro petroleiros como bens bloqueados: os navios-tanque Della e Valiant (ambos com bandeira de Hong Kong), Nord Star (bandeira do Panamá) e Rosalind (bandeira da Guiné).
“Esses barcos, alguns dos quais fazem parte da frota fantasma da Venezuela, continuam gerando recursos financeiros que fortalecem o regime ilegítimo e narcoterrorista de Maduro”, afirmou o Departamento do Tesouro em comunicado.
“O Departamento do Tesouro continuará a executar a campanha do presidente Trump para pressionar o regime de Maduro”, declarou o secretário da pasta, Scott Bessent.
Na terça-feira, Washington também anunciou sanções relacionadas ao comércio de drones do Irã com a Venezuela. Foram adicionadas à sua lista de restrições dez pessoas e entidades localizadas em ambos os países por adquirirem drones de design iraniano, tentativas de compra de produtos químicos usados em mísseis balísticos e outras preocupações.
Maduro rejeitou as alegações dos Estados Unidos de que lidera o “Cartel de los Soles”, que estaria envolvido com o narcotráfico. Caracas argumenta que Washington tenta derrubar seu governo e apoderar-se das reservas de petróleo da Venezuela.
Trump declarou um bloqueio sobre os petroleiros sancionados que entram e saem do território venezuelano. Além disso, enviou uma grande quantidade de navios da Marinha dos Estados Unidos para a região.
Desde então, as forças americanas realizaram pelo menos 30 investidas contra embarcações acusadas de transportar drogas, resultando em mais de 100 mortos.
Com informações de AFP