Oito países da Europa anunciaram neste domingo (18) reforço da segurança no Ártico, no Polo Norte, em meio às recentes
Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda disseram, em comunicado conjuntos, que seguem comprometidos com a defesa da Groenlândia.
“Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, disse o comunicado.
A nota destaca: “Dando continuidade ao processo iniciado na semana passada, estamos prontos para nos engajar em um diálogo baseado nos princípios da soberania e da integridade territorial, que defendemos firmemente”.
No mesmo dia, o governo da ilha agradeceu às nações europeias pelo apoio. Vale lembrar que a região da Groenlândia já recebeu pequenos grupos de miliares por países como França, Alemanha e Reino Unido.
O pedido de reforço da Dinamarca levou Trump a ameaçar impor tarifas comerciais a oito aliados europeus até que os Estados Unidos sejam autorizados a comprar a ilha.
Após as ameaças, líderes europeus alertaram, nesse sábado (17), para uma “perigosa espiral descendente” devido ao possível aumento das tarifas mencionadas por Trump.
“Continuaremos unidos e coordenados em nossa resposta. Estamos comprometidos em preservar nossa soberania”, declararam.
Desejo de Trump
Trump reiterou, no último domingo (11), que a
Em dezembro do ano passado , o republicano disse que Washington precisa da Groenlândia para a segurança nacional. Ele ainda havia reconhecido que poderia ter que escolher entre preservar a integridade da aliança militar ou controlar o território dinamarquês.
A localização estratégica e os recursos da Groenlândia poderiam beneficiar os EUA. A região fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, o que pode ser crucial para o sistema de alerta de mísseis balísticos do país, por exemplo.
A expansão militar na ilha ártica pode incluir a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.